Blog de Formação


Santa Clara de Assis é a mulher responsável pela fundação do ramo feminino da Ordem Franciscana, as Clarissa. Bem, mas você não até aqui hoje para saber (mais uma vez) sobre a história de Santa Clara, ou até mesmo sobre seus inúmeros milagres, talvez você tenha vindo somente para ler algo a respeito da festa dela, dia 11 de Agosto, mas hoje será algo diferente.
A festividade de Santa Clara vem para nos lembrar não somente grandes feitos de alguém com uma conduta exemplar (como a maioria das festividades santas), vem para nos mostrar que todo nosso sacrifício, todo nosso sofrimento, todas as nossas “perdas” em prol de Cristo, são ganhos.
O tempo no qual vivemos vem sendo árduo e sofrido tanto financeiramente como religiosamente, mas lembre-se, para ela também foi difícil. Diferentes tempos, mesmas dificuldades, deixar sua vida, sua família, seus bens, tudo para trás em prol de algo intangível, inexplicável como o amor de Deus, é algo muito bonito de se ouvir, mas de se fazer já são outros quinhentos.
Neste dia 11 de Agosto, Santa Clara vem nos lembrar que “Se olhares para Deus, o que tanto te preocupa vai parecer insignificante”, seja aquele emprego que você tanto almeja, seja sair finalmente da casa dos seus pais, seja seus estudos, se manter fiel ao seu relacionamento, seja qual for a sua dificuldade sempre tendo Deus ao seu lado, ela será efêmera, será pífia, afinal de contas podemos tudo, com aquele que nos fortalece.
Sejamos mais como Santa Clara, contemplativos a todo momento com os mistérios divinos, mas ao mesmo tempo sempre fortes e corajosos para encarar todas as adversidades de frente, mostrando que nossa fé é maior, que nosso Deus é maior.
Almiro Neves Júnior
Secretário Local de Finanças
Fraternidade Luz de Assis - Eunápolis – Bahia
Regional NE B4 (Bahia Sul)


CELEBRAR: VIVER O PERDÃO DE ASSIS EM FRATERNIDADE

Mantra: O nosso olhar se dirige a Jesus,/ O nosso olhar se mantém no Senhor.

Levar a refletir: Francisco fonte de amor e perdão partilhada com o próximo.
Francisco é agraciado por Deus por ter um coração sempre disposto a perdoar, ele abandona todo seu egoísmo pessoal e se entrega plenamente a uma fraternidade. Não apenas a sua fraternidade enquanto ordem, mas sim a fraternidade universal da qual fazem parte, eu, você e todas as criaturas.
Certo dia estando o Seráfico Pai Francisco em contemplativa oração na pequena ermida de pedra, cuja dedicação era a venerável Santa Maria dos Anjos, repentinamente surge uma forte luz, e a este já iluminado pelo espirito da graça divina, contempla em uma célebre visão. Nosso Senhor Jesus Cristo e Sua Santíssima mãe sentada a sua direita, ao seu redor uma legião de anjos. Com isto a Francisco, Jesus concede um pedido. 
 Mesmo sem achar digno de tamanho mérito foi mediante esta graça que o santo pai alcançou a célebre Indulgência que os sumos Pontífices confirmaram e estenderam a muitas outras Igrejas. Ao Cristo e sua Amável Mãe, Francisco poderia ter pedido qualquer outra coisa, mas o mesmo não quis nada para si, na sua imensurável sabedoria pediu algo muito maior, que condiz perfeitamente com a nossa salvação.
O perdão das nossas faltas sejam elas quais forem. E pela interpretação dada aquela pequena e simples igrejinha de Santa Maria dos Anjos é possível vislumbrar que o perdão de Deus se manifesta após passarmos por uma estreita porta, e na sua grandiosidade termos que partirmos de coisas mais humildes e serenes.
Neste dia tão grandioso para nós jufristas, somos convidados a pensar na fraternidade igual fez o nosso Santinho de Assis, e fazer do nosso coração um pequena Porciúncula. Para isso é necessário voltar as origens do carisma, para a partir da pequena e singela igrejinha podermos desfrutar da grandiosidade que é o Perdão de Assis.

Oração inicial: Fazei de nós anunciadores do Perdão de Assis
L1 Na igrejinha da Porciúncula Francisco viveu os ideais de fraternidade com seus companheiros.
L2 Pai santo, fazei que sejamos verdadeiramente irmãos e irmãs segundo o santo Evangelho em nossa fraternidade e com todos os homens e mulheres.
Todos: Fazei que vivamos no dia a dia/ como irmãos e irmãs em Cristo Jesus,/ nosso irmão maior.
L1 Francisco não queria possuir nada de próprio.
L2 Pai santo, concedei que não nos apropriemos de nada que possa impedir a presença de vosso Filho em nossa vida.
Todos: Que a altíssima pobreza seja nossa herança na terra dos vivos.
L1 A partir da igreja de Santa Maria dos Anjos da Porciúncula Francisco enviava seus irmãos em missão.
L2 Pai santo enviados em missão, possamos testemunhar e anunciar o Cristo pobre e crucificado.
Todos: Que retornemos sempre/ ao espirito da igreja de Santa Maria dos Anjos.
L1 Francisco restaurou a igreja de Santa Maria dos Anjos.
L2 Pai santo, dai-nos a graça de contribuir para a restauração da igreja de Cristo no nosso tempo.
Todos: Fazei-nos discípulos e missionários/ testemunhando e anunciando a Cristo pobre e crucificado

Musica: Onde há ofensa que dói (Cristo Quero ser instrumento) (Frei Fabreti)
1-    Cristo, quero ser instrumento/ de tua paz e do teu
infinito amor./ Onde houver ódio e rancor,/ que eu
leve a concórdia, que eu leve o amor!
Onde há ofensa que dói,/ que eu leve o perdão;/ onde
houver a discórdia,/ que eu leve a união e tua paz!
2- Mesmo que haja um só coração,/ que duvide do bem,
do amor e da fé./ Quero com firmeza anunciar/ a
Palavra que traz a clareza da fé!

3- Onde houver erro, Senhor,/ que eu leve a verdade,
fruto de tua luz!/ Onde encontrar desespero,/ que eu
leve a esperança do teu nome, Jesus!
4- Onde eu encontrar um irmão/ a chorar de tristeza,
sem ter voz e nem vez./ Quero bem no seu coração/
semear alegria, pra florir gratidão!
5- Mestre, que eu saiba amar,/ compreender, consolar e
dar sem receber./ Quero sempre mais perdoar,/ trabalhar
na conquista e vitória da paz!
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=J4PCjSqE2jY
Comungar do perdão em grupo: Conhecer o Perdão de Assis por meio da fraternidade.
Neste momento iremos partilhar um pouco da perspectiva do conceito de perdão contida no santo Evangelho, este pelo qual São Francisco buscou observar durante toda a sua vida, então para compreender a lógica do Perdão de Assis nada melhor do que buscar diretamente na fonte, e assim pela vivencia proporcionada pela fraternidade, tentarmos então assumir o lugar dos personagens que serão narrados nas parábolas que iremos ler e fazer o melhor uso delas para com as nossas vidas.
Iremos agora dividir nossa fraternidade  em três grupos, ficando para cada um uma parábola que retrata um cenário de perdão e amor ao próximo, desta maneira somos desafiados a elaborar algo que consiga traduzir a mensagem de forma dinâmica ou extrovertida, ficando a critério uma dramatização, paródia, cordel ou acróstico, etc.
Que estas parábolas nos levem a refletir e pensar de forma comunitária como estas formas de perdão exercidas, devem ser postas em práticas de misericórdia e como podem se relacionar com o Perdão de Assis, a começar pela fraternidade em que vivemos! Quais os exemplos similares que poderemos observar hoje a partir do meio em que estamos inseridos?


1° Grupo: A parábola do filho prodigo, (Lucas 15:11-32).
11 E disse: Um certo homem tinha dois filhos. 
12 E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda.
 13 E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente.
 14 E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. 
15 E foi e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. 
16 E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada. 
17 E, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! 
18 Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti.
 19 Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores.
 20 E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou. 
21 E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho. 
22 Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés,
 23 e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos e alegremo-nos,24 porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se.

·         Pista para reflexão: Deus é um grande Pai, se possuísse uma grande estante  nela estaria todos os nossos porta-retratos, desta forma é preciso voltar constantemente a Jesus, independentemente de qual foi o nosso pecado, pois ele é o único que de braços bem abertos irá nos acolher como seus filhos pródigos.


2° Grupo: O servo impiedoso, (Mateus 18:21-35).
21 Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?”
22 Jesus respondeu: “Eu lhe digo: Não até sete, mas até setenta vezes sete.
23 “Por isso, o Reino dos céus é como um rei que desejava acertar contas com seus servos. 
24 Quando começou o acerto, foi trazido à sua presença um que lhe devia uma enorme quantidade de prata. 
25 Como não tinha condições de pagar, o senhor ordenou que ele, sua mulher, seus filhos e tudo o que ele possuía fossem vendidos para pagar a dívida.
26 “O servo prostrou-se diante dele e lhe implorou: ‘Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo’. 
27 O senhor daquele servo teve compaixão dele, cancelou a dívida e o deixou ir.
28 “Mas quando aquele servo saiu, encontrou um de seus conservos, que lhe devia cem denários. Agarrou-o e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Pague-me o que me deve!’
29 “Então o seu conservo caiu de joelhos e implorou-lhe: ‘Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei’.
30 “Mas ele não quis. Antes, saiu e mandou lançá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. 31 Quando os outros servos, companheiros dele, viram o que havia acontecido, ficaram muito tristes e foram contar ao seu senhor tudo o que havia acontecido.
32 “Então o senhor chamou o servo e disse: ‘Servo mau, cancelei toda a sua dívida porque você me implorou. 33 Você não devia ter tido misericórdia do seu conservo como eu tive de você?’ 34 Irado, seu senhor entregou-o aos torturadores, até que pagasse tudo o que devia.
35 “Assim também lhes fará meu Pai celestial, se cada um de vocês não perdoar de coração a seu irmão”.
·         Pista para reflexão: Nós somos o servo que ao esquecer do misericórdia que Deus tem constantemente para conosco, age de forma ingrata  e injusta com o próximo, pois ao desejarmos ser perdoados antes é necessário perdoar.


3° Grupo: A ovelha perdida, (Lucas 15:1-7).

¹ Todos os publicanos e pecadores estavam se reunindo para ouvi-lo.
² Mas os fariseus e os mestres da lei o criticavam: "Este homem recebe pecadores e come com eles".
³ Então Jesus lhes contou esta parábola:
4 "Qual de vocês que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma, não deixa as noventa e nove no campo e vai atrás da ovelha perdida, até encontrá-la?
5 E quando a encontra, coloca-a alegremente nos ombros
6 e vai para casa. Ao chegar, reúne seus amigos e vizinhos e diz: 'Alegrem-se comigo, pois encontrei minha ovelha perdida'.
7 Eu digo que, da mesma forma, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se.

·         Pista para reflexão: Deus não vai ao encontro daquele cuja a salvação já está garantida, mais sim daquele irmão perdido pela ignorância mundana o afugenta do amor de Deus.


Transmitir a mensagem para o grupo: Neste momento todos aos três grupos irão se reunir em apenas um, desta forma se tornarão “porta voz” das parábolas que ouviram e refletiram, a partir da mística exercida pelo Perdão de Assis.

Apresentação dos grupos.

Mantra: Misericordioso é Deus, sempre, sempre O cantarei!
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=fIsINtmGu-I

Reflexão da mensagem final: Difundir o Perdão de Assis em cada passo.

A mensagem final do Perdão de Assis não é algo que se encerra somente naquela Igrejinha tão querida por São Francisco. Um detalhe que não podemos deixar de lado é que o porta da Porciúncula sempre fica aberta, desta forma o amor ali presente na forma de perdão há de se espalhar pelos quatro cantos desta terra, e nós somos os protagonistas para leva-lo a todos aqueles que sedentos, buscam pela misericórdia na forma de perdão, justiça, igualdade e paz.
Para anunciar tamanha dádiva universal não devemos caminhar sozinhos, pois aquilo que em nos difere enquanto franciscanos é a fraternidade que nos envolve, e o primeiro gesto de perdão  é primeiramente demonstrado na forma em que vivemos e cuidamos um do outro, nesta indulgência eterna que é o perdão, desafiados somos a fazer como hoje fizemos, transmitir a mensagem do Evangelho, mas, para além destas quatro paredes,  e destacar-se enquanto jufrista no meio social  revestindo-se da mensagem da porciúncula e ser também uma porta que nunca se fecha e está pronta para acolher e levar ao próximo o perdão de Deus.
Por isso é importante deixarmos em cada passo por onde passarmos pegadas do amor de Deus, para que mesmo aqueles que não se convertam pelas nossas ações possam se guiar pelo mesmo caminho que passamos. 

Opção de musica 1: Um certo galileu (Pe. Zezinho)

Um certo dia à beira mar
Apareceu um jovem Galileu
Ninguém podia imaginar
Que alguém pudesse amar do jeito que ele amava
Seu jeito simples de conversar
Tocava o coração de quem o escutava

E seu nome era Jesus de Nazaré,
Sua fama se espalhou e todos vinham ver
O fenômeno do jovem pregador
Que tinha tanto amor

Naquelas praias, naquele mar,
Naquele rio, em casa de Zaqueu
Naquela estrada naquele sol
E o povo a escutar histórias tão bonitas
Seu jeito amigo de se expressar
Enchia o coração de paz tão infinita

E seu nome era Jesus de Nazaré,
Sua fama se espalhou e todos vinham ver
O fenômeno do jovem pregador
Que tinha tanto amor

Em plena rua, naquele chão,
Naquele poço, em casa de Simão
Naquela relva, no entardecer,
O mundo viu nascer a paz de uma esperança
Seu jeito puro de perdoar,
Fazia o coração voltar a ser criança.

E seu nome era Jesus de Nazaré,
Sua fama se espalhou e todos vinham ver
O fenômeno do jovem pregador
Que tinha tanto amor

Um certo dia, ao tribunal
Alguém levou o jovem Galileu
Ninguém sabia qual foi o mal
E o crime que ele fez, quais foram seus pecados
Seu jeito honesto de denunciar
Mexeu na posição de alguns privilegiados

E mataram a Jesus de Nazaré
E no meio de ladrões puseram sua cruz,

Mas o mundo ainda tem medo de Jesus
Que tinha tanto amor...
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=kTzrA7YgUi0

Opção de musica 2: Guerra dos Meninos (Roberto Carlos)

Hoje eu tive um sonho que foi o mais bonito
Que eu sonhei em toda a minha vida
Sonhei que todo mundo vivia preocupado
Tentando encontrar uma saída
Quando em minha porta alguém tocou
Sem que ela se abrisse ele entrou
E era algo tão divino, luz em forma de menino
Que uma canção me ensinou
La...la..la... (coro)

Tinha na inocência a sabedoria
Da simplicidade e me dizia
Que tudo é mais forte quando todos cantam
A mesma canção e que eu devia
Ensinar a todos por ali
E quantos mais houvessem para ouvir
E a fé em cada coração, na força daquela canção
Seria ouvida lá no céu por Deus

La...la...la.. (coro)

E saí cantando meu pequeno hino
Quando vi que alguém também cantava
Vi minha esperança na voz de um menino
Que sorrindo me acompanhava
Outros que brincavam mais além
Deixavam de brincar pra vir também
E cada vez crescia mais aquele batalhão de paz
Onde já marchavam mais de cem

La...la...la... (coro)

De todos os lugares vinham aos milhares
E em pouco tempo eram milhões
Invadindo ruas, campos e cidades
Espalhando amor aos corações
Em resposta o céu se iluminou
Uma luz imensa apareceu
Tocaram fortes os sinos, os sons eram divinos
A paz tão esperada aconteceu
Inimigos se abraçaram e juntos festejaram
O bem maior, a paz, o amor e Deus

La...la...la... (coro)
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=UNXlTixwAh8

Dinâmica de grupo: É perdoando que se é perdoado.

(material: Animal ou boneco de pelúcia, musica de fundo agitada)

Nesta dinâmica proponho que todos vocês formem um grande circulo, ira circular por todos vocês este brinquedo de pelúcia, ao passar por cada um individualmente vocês terão que formular a seguinte reflexão:

·         Relaxe por uns minutos respirando , relaxando , os ombros, braços, pernas , olhos , sempre respirando fundo.
·         Traga pela imaginação uma pessoa que ofendeu você, e a quem precisa perdoar, quem te magoou bastante.
·         Mesmo que sinta raiva dessa pessoa , lembre você precisará perdoá-la para curar-se. 
·         Então vamos lá, Imagine-a na sua frente na figuração deste mero brinquedo.
·         Respire fundo, relaxe e acalme seu coração.
·         Agora exprima um gesto ou uma ação para com esta pessoa ou brinquedo que esta nas suas mãos.

Por fim agora é proposto a você fazer o mesmo com o irmão ao a irmã que está ao seu lado, sendo que a depender do gesto este terá que ser convertido em um gesto de perdão.

Moral da dinâmica: Reconhecer que nós mesmos somos os responsáveis para promoção do perdão, e que o mesmo sempre ira se refletir no meu próximo, aquele cujo coração guarda rancor é perceptível aos demais, já quem em se, possui só amor e perdão são pessoas apaixonadas, pois só jufristas apaixonados são franciscanos apaixonantes.

Oração final: Maria, modelo e porta para o Perdão de Assis.

Chegamos ao término de mais um encontro e que com esse grande entusiasmo de termos celebrado uma das mais celebres festividades franciscanas, o “Perdão de Assis.” Possamos voltar para singela igrejinha de Santa Maria dos anjos a fim de comungar das festividades marianas deste ano de 2017 e que pelo afago materno de Nossa Senhora, posamos compreender o papel da porta do perdão exercido pela mãe do Salvador.
Nosso pai seráfico São Francisco consegue enxergar total confiança em Maria ao entregar aos seus cuidados a ordem dos frades, pela qual foi iniciada na tão amada igrejinha. Desta forma refletindo um pouco da essência do perdão em torno de Santa Maria dos Anjos poderemos notar na sublime aparição contemplada por Francisco, Jesus Cristo e ao seu lado a figura perene de sua mãe imaculada.
Nesta visão contemplada por São Francisco em que a ele é concedido um valioso pedido, apesar do mesmo não se submeter digno de tal dadiva, deseja na sua colocação de poucas palavras, que todo aquele que arrependido de suas faltas, cuja data e o local sejam a do eventual fato ocorrido, obtenha da misericórdia divina o total perdão de todos os seus pecados.
Maria é vista a direita do seu filho e é prova autêntica de uma virtuosa mamãe que se faz sempre presente nas decisões do seu filho, nossa mãe e intercessora vale mais que uma simples porta, ela é uma ponte que nos da aceso direto a Jesus. Desta forma não esqueçamos jamais de comparar a pequena porta que ao entrarmos arrependidos teremos nossos pecados redimidos, com a outra porta que nos deu Jesus, e por sua passagem trouxe o perdão e a salvação para toda a humanidade.

Desta forma ousamos rezar a saudação á Mãe de Deus feita por São Francisco de Assis:

Salve, ó Senhora santa, Rainha santíssima,
Mãe de Deus, ó Maria, que sois Virgem feita igreja,
eleita pelo santíssimo Pai celestial,
que vos consagrou por seu santíssimo
e dileto Filho e o Espírito Santo Paráclito!
Em vós residiu e reside toda a plenitude
da graça e todo o bem!
Salve, ó palácio do Senhor! Salve,
ó tabernáculo do Senhor!
Salve, ó morada do Senhor!
Salve, ó manto do Senhor!
Salve, ó serva do Senhor!
Salve, ó Mãe do Senhor,
e salve vós todas, ó santas virtudes
derramadas, pela graça e iluminação
do Espírito Santo,
nos corações dos fiéis
transformando-os de infiéis
em servos fiéis de Deus!

Rogai por nós, santa Mãe de Deus. 
R: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Fontes:

Devocionário Franciscano 3° reimpressão, Vozes. 2016.

Felipe Ferreira
Secretário de Formação Local

Fraternidade Estrela de Assis – Triunfo/PE


Se é pra ir a luta, eu vou!
Se é pra tá presente, eu tô!
Pois na vida da gente o que vale é o amor... (Zé Vicente)


Francisco de Assis viveu no período da Cristandade, sob o domínio do Papa Inocêncio III (1198-1216). Vivia-se uma profunda crise teológica na Igreja Católica, sob a égide do “dominium mundi”, domínio do mundo, toda a Europa até a Rússia vivia submissa às decisões e regras do Papa. A igreja vivia como um império de luxo e glória contradizendo todos os ensinamentos de Jesus. A etimologia da palavra “amor” tem sua origem no latim “amare”, “amor”, utilizado para designar o sentimento de “gostar de algo ou alguém”, sentir afeição, desejo ou preocupação. Francisco descobriu o amor na humildade da Igrejinha de São Damião, lá diante do crucificado descobriu que “o Amor não é amado” e esse Amor é desprezado nos tantos crucificados da sociedade. A etimologia da palavra “revolução” tem sua origem no latim “revolutio”, “revolutos” e “revolvere”, que significa ‘virar, transformar, ato de dar voltas, girar’. De acordo com a teoria científica de Copérnico a Terra está em constante processo de revolução. Francisco foi um revolucionário, subversivo e transgressor da ordem vigente. Escolhi três momentos de sua vida onde podemos analisar sua militância e vocação revolucionária. O filho de Pedro Bernardone nasceu com os privilégios de um filho da nobreza, além do título, a fama e a fortuna. Esta era a tradição hereditária da época, onde a ambição pelo ter era superior ao ser. Francisco vai subverter essa ordem quando diante dos seus pais e do bispo de Assis, Dom Guido II (1204-1228), renuncia a toda sua herança e fica despido de suas roupas diante de todos. Surge então o jovenzinho transgressor que desafia as principais instituições de sua época, a família e a Igreja. Desafia a autoridade política da Igreja. Francisco poderia ter sido preso como louco e infame. Mas sua “loucura” será revelada em outros momentos. O jovem de Assis fez a opção radical e preferencial pela pobreza e pelos pobres. Já deserdado de seus direitos e expulso de casa, se dirige para fora dos muros de sua cidade e vai servir com misericórdia e diligência aos pobres e leprosos no leprosário. É o Francisco de Assis que vai para a “quebrada da periferia” viver com os que vivem a margem do sistema. Ele beijou o leproso, onde o Cristo se revelou. Quem são os leprosos de hoje? Precisamos beijar e assumir a luta e a causa de cada trabalhador/a, a causa das mulheres, a causa dos/as negros/as, a causa das/os LGBTT’s, e de todos/as pobres que são oprimidos por esse sistema que exclui, degrada e mata. O pobrezinho de Assis também sofreu preconceito com o seu grupo quando se dirigiu a Roma para a aprovação da regra. O Papa não queria o receber, então passaram dias de resistência até serem ouvidos. Inocêncio III foi surpreendido com uma proposta de vida baseada no despojamento dos bens materiais e na caridade. Ele duvidou e subestimou as capacidades de Francisco. O pobrezinho astuto e inteligente, utiliza dos seus argumentos para arte do convencimento, e conquista a revolução com a aprovação oficial de sua ordem. Podemos concordar que o homem de Deus vivia o lema “ousadia e alegria”, mais uma vez ele desafia os poderes políticos da Igreja. Ousadia foi quando desafiou o martírio nas terras do Egito e no encontro com o sultão. Vemos nesse episódio a revelação de sua vocação política com um diálogo inter-religioso de paz. Acredito que Francisco daria um excelente ministro das relações exteriores e que ele tem muito a ensinar a ONU (Organização das Nações Unidas). Francisco viveu o amor até as ultimas consequências, quando encarna o peso das dores do crucificado e quando assume as chagas da sociedade. Ele viveu em sentido estrito e teologal a caridade pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas por Ele mesmo, e ao próximo como a nós mesmos, por amor de Deus.  O pobrezinho de Assis nos mostra a Revolução como o caminho para a práxis (teoria na prática) da vivência de uma Fé pautada na misericórdia, na justiça e na paz.

Lucas Lins
Subsecretário de Formação e DHJUPIC – Fraternidade Nova Metrópole
Membro da Articulação do Movimento Fé & Política – Ceará
Licenciando em Ciências Sociais pela Universidade Estadual do Ceará

Referências
1. Fontes Franciscanas / [coordenação geral Dorvalino Francisco Fassini; edição João Mamede Filho]. – Santo André, SP; Editora “O Mensageiro de Santo Antônio”, 2004.
2. BOFF, Leonardo. Francisco de Assis e Francisco de Roma. Site LeonardoBOFF.com.                                       
Disponível em:  https://leonardoboff.wordpress.com/2013/03/29/francisco-de-assis-e-francisco-de-roma/
3. C da Igreja Católica - São Paulo: Loyola, 1993


 No primeiro final de semana do mês de julho, aconteceu em Santa Maria, o III Encontro de Formação Regional da JUFRA- RS, o encontro reuniu mais de quarenta jufristas, que ao longo de dois dias, debaterem o tema “Diálogo inter-religioso: em busca da Paz verdadeira.” Seguindo o lema "Abrir-se aos outros não empobrece, mas enriquece, porque nos ajuda a ser mais humanos”. 
Com o enfoque no dialogo inter-religioso, foi realizados três oficinas, onde nós, jovens, nos dividimos nas oficinas nas quais tínhamos interesse, os assuntos discutidos nas oficinas foram: Estado laico, Diaconia Transformadora e as diferentes formas de (re)pensar Deus, esse momento foi de puro aprendizado, levando novos conceitos e ensinamentos a todos apresentes.
O encontro ofecereu aos jufristas, a visão de um mundo onde todas as crenças, e religiões possam existir e viver em harmonia, sendo essa construída na base do dialogo, respeito e amor. Assim, deixando um legado, que cada fraternidade possa prover o dialogo inter-religioso na sua comunidade.

Cátia Rolim Brant
Secretária de Formação Local

 Fraternidade Filhos de Francisco-Horizontina/RS















– Uma reflexão sobre o Sínodo dos Jovens em 2018 –
Paz e Bem, galera de Francisco! Com a graça de Deus, depois de um tempo longo, devido às nossas atividades aqui em Pelotas, mais uma vez chegamos até vocês por meio deste singelo texto para continuarmos nosso bate papo sobre a temática do próximo Sínodo dos Bispos em 2018. Como já temos conhecimento, nós jovens entramos na pauta e o Documento Preparatório para o Sínodo (DPS) está com elementos sensacionais para nossa reflexão.

Por isso, convido vocês a mergulharem novamente no nosso texto... Vamos nessa?!

Juventude: como o DPS compreende este termo

Os bispos tratam de delinear um pouco por onde caminha a compreensão do termo JUVENTUDE. E o fazem dizendo que é a fase dos 16 aos 29 anos de idade, aproximadamente; embora os bispos reconheçam que essa classificação por idade pode variar de país para país, de cultura para cultura, pois “é uma fase da vida que cada geração volta a interpretar de modo singular e irrepetível”.

Quando falamos em Juventude, devemos pensar sempre no dado do contexto em que ela se encontra. Por exemplo: a Juventude Franciscana de Florianópolis é diferente da Juventude de Pelotas (onde resido e trabalho). Temos de ter aos olhos o contexto se queremos caracterizar cada grupo. Mas há elementos que, sem dúvida, atingem a todos os jovens de todos os lugares. São características mais gerais, que assumem grande valor para que a gente possa compreender a realidade que nos circunda e como nós vamos nos comportar no grupo do qual fazemos parte.

Dados esses pormenores, podemos passar ao que os Bispos no DPS irão apontar como o primeiro foco da reflexão à qual estamos voltados, ou seja, vivemos num “mundo que se transforma rapidamente”.

Um mundo que se transforma rapidamente
Se existe uma coisa que não podemos negar em praticamente nenhuma cultura e lugar é a rápida transformação pela qual o mundo está passando em todos os aspectos. Falava-se há um tempo em ÉPOCA DE  MUDANÇAS. E hoje se fala que não estamos mais em uma época de mudanças, mas sim, numa MUDANÇA DE ÉPOCA. A gente consegue perceber a diferença nesses termos? Não são somente jogo de palavras que o frei tenta fazer para impressionar vocês, mas é uma realidade muito
concreta que chega a nós.

Vejam bem, não estamos vivendo numa mesma época que nossos avós, por exemplo. Provavelmente todos já ouviram eles (nossos avós queridinhos) dizerem: “– É, meu (minha) filho (a), estamos em outra época... os tempos mudaram!”. Para nós isso pode soar um pouco estranho, mas para os mais
velhos é contrastante a diferença entre o “mundo de hoje” e o “mundo de antigamente”.

Contudo, mesmo a nossa geração já percebe sinais de profundas transformações em seu interior. Um exemplo que gosto de mostrar é na dimensão tecnológica, em que a maioria de nós pegou a fase dos “cartazes”, (feitos com aquelas cartolinas que sempre amassavam, onde tínhamos de treinar a caligrafia ou pedir para a fulana que escreve bem um gesto de caridade) para apresentar trabalhos na escola. Hoje quase não utilizamos este recurso, mas o substituímos pelo grande amigo Datashow. É claro que esse exemplo é muito básico, mas com ele percebemos que mesmo nós jovens fomos submetidos a transformações, porque “o mundo não para”.

Problema ou oportunidade?
O DPS nos diz que esse contexto do qual falamos, de rápida transformação e fluidez das coisas ”é uma realidade que devemos aceitar sem julgar a priori, se se trata de um problema ou de uma oportunidade”. Devemos, sim, assumir uma visão integral sobre o mundo, ou seja, enxergar o todo. Temos também de nos capacitarmos para planejamentos tendo em vista a sustentabilidade e as consequências que terão nossas atitudes de hoje daqui uns anos.

Todo o texto tratará de levantar os fatos e em alguns casos, apontar pistas para um diálogo, passando pelas dimensões social, econômica, cultural e religiosa. Em relação a esta última, os bispos destacam que estamos numa época em que cada vez mais as sociedades estão se tornando “multirreligiosas”. Eles dizem: “a presença simultânea de diversas tradições  religiosas representa um desafio e uma oportunidade: podem aumentar a desorientação e a tentação do relativismo, mas, ao mesmo tempo, crescem as possibilidades de confronto fecundo e de enriquecimento recíproco”.

Isso quer dizer que não é hora de sair com espadas matando todos os que não comungam com nossas crenças religiosas, nem de abandonar nossa fé por causa do diferente, mas de nos acolhermos respeitosamente e com espírito cristão e, para nós, franciscanos (as), como fez Francisco de Assis quando foi conversar com o sultão.

Para fim de papo
Esse documento é de uma riqueza gigantesca. Estamos apenas no primeiro subtítulo do primeiro capítulo do DPS e já podemos perceber quanta contribuição ele nos traz para nossa vida de fé e para nos compreendermos enquanto jovens, uma vez que estamos inseridos numa Igreja de mais de dois mil anos.

Bem, já o saudoso São João Paulo II nos disse certa vez que “a Igreja só será jovem quando os jovens forem Igreja”. É por isso que estamos aqui, é por isso que queremos dar o nosso melhor. Sugiro que para fins de maior compreensão a gente dê uma olhada no Documento que está disponível no site do Vaticano. Basta procurar como “Documento Preparatório para o Sínodo dos Bispos”.

TENHA ACESSO AQUI AO DOCUMENTO.

Nos nossos próximos textos continuaremos falando sobre esse documento, partilhando um pouco sobre as demais constatações que fazem os bispos em relação às juventudes de nossa Igreja. Por intercessão de Francisco e Clara de Assis, Deus-Misericórdia abençoe a cada um e cada uma.

Fraterno abraço!

Frei Renan Espíndola, OFMCap.
Pelotas, RS.
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FONTE:https://jufrasc.blogspot.com.br/2017/06/os-jovens-no-mundo-de-hoje.html?m=1