Blog de Formação
Hoje, 5 de junho, é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. Ainda neste mês, também comemoramos o segundo aniversário da Encíclica Laudato Si’ do Papa Francisco. Para nós, franciscanos e franciscanas, a temática socioambiental está na raiz de nosso carisma. São Francisco, há mais de 800 anos, vivia e pregava uma relação de irmandade e respeito com todas as criaturas, sem dominação e ambição, em uma realidade que a sociedade não oferecia impactos graves na terra.

Diferente daquela época, vivemos atualmente uma crise socioambiental drástica, que afeta todas as criaturas, as populações mais pobres e as gerações futuras. Crises hídricas, extinções em massa, mudanças climáticas, secas, pobreza extrema, são apenas alguns exemplos de uma crise sistêmica e integrada que se tornou global e nos exige grandes mudanças no âmbito social, político e econômico.

Diante dessa realidade crítica, algumas vezes nos encontramos sem esperança e incapazes de sermos agentes das mudanças urgentes e necessárias no mundo. Assim, na busca de “globalizarmos a esperança, que nasce dos povos e cresce entre os pobres”,
durante esta semana vamos compartilhar diferentes histórias e ações de nossos irmãos e irmãs jufristas que se comprometem na defesa da nossa casa comum.

Iniciaremos amanhã com o relato de Hannah Jook Otaviano, Secretária Fraterna local da Jufra Aliança de Assis (Fortaleza/CE) e Secretária de Formação do Regional CEPI/ Nordeste A2. Hannah participou do Projeto Amazônia e compartilha conosco um pouco mais das suas inquietações brotadas a partir dessa experiência. Tendo em vista que a degradação da Amazônia não se trata somente da questão ambiental, como também a vida das pessoas que dependem exclusivamente da floresta e dos rios ara sobreviverem.

Que essas histórias sirvam para nos renovar e nos inspirar a vivermos o nosso carisma em sua essência na defesa da nossa casa comum em todas as suas dimensões.
A DEVOÇÃO FRANCISCANA A MARIA


           
         Devoção segundo o dicionário online Português conceitua-se como: “expressão de adoração a Deus e aos santos através de práticas religiosas” estendidas em “Afeição; dedicação, amor ou afeto”. Nós franciscanos não tivemos melhor modelo de adorador Mariano que não fosse São Francisco de Assis, ele assim como Jesus aos discípulos deixou-nos por protetora e advogada Maria, ensinando-nos que para nós essa devoção não é facultada mais tem que se tornar um projeto de vida.
            Projeto de vida que foi instaurado desde o dia da anunciação na qual Deus escolheu por mãe do salvador e mãe nossa Maria, ela com toda sua pequenez e mesmo sem saber o que estava por vir, aceitou o plano de Deus fazendo dele seu maior projeto de vida, pois a partir daquele dia se cumpria nela as promessas de Deus para a humanidade.
            Maria deve ser venerada pela humanidade por incondicional disponibilidade diz o artigo nono da regra da Ordem Franciscana Secular e nós Franciscanos testemunhemos a ela nosso ardente amor por essa mesma incondicionalidade, também pela prática de uma oração confiante e consciente que ela mantinha para disso imita-la.
            Francisco vivente de sua própria regra deixou-nos esta oração em honra a Nossa Senhora, nesta linda oração Francisco nos ensina a louvar a Mãe de Jesus e atribui a suas virtudes a conversão dos fiéis, nos ensina a recorrer a ela como advogada, tornando-o assim como exímio exemplo de devoto à Maria:

“Salve ó Senhora Santa, Rainha Santíssima,
Mãe de Deus, ó Maria, que sois Virgem feita Igreja,
eleita pelo Santíssimo Pai celestial,
que vos consagrou por seu Santíssimo e
dileto Filho e o Espírito Santo Paráclito.
Em vós residiu e reside toda plenitude da graça e todo o bem.
Salve, ó palácio do Senhor!
Salve, ó Tabernáculo do Senhor!
Salve, ó morada do Senhor!
Salve, ó manto do Senhor!
Salve, ó serva do Senhor!
Salve, ó Mãe do Senhor!
E salve vós todas, ó derramadas virtudes santas,
pela graça e iluminação do Espírito Santo,
nos corações dos Fiéis, transformando-os de infiéis,
fiéis servos de Deus!
Amém”
               
                                              

                                  Duda Sousa - Secretária de Formação Regional - Norte 2(PA Leste)

  Fontes consultadas:

Beckhauser, Alberto. A espiritualidade do franciscano secular: exemplo e proposta de Francisco de Assis. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015.
  


"Fraternidade lugar do Simples e do Sábio"



         Acredito que um dos grandes dilemas de uma fraternidade é descobrir sua identidade, questionar seu papel na sociedade e refletir a toda momento se o ideal franciscano continua “aceso”. Na minha opinião, cada fraternidade é diferente e os membros possuem uma forma própria de se relacionar, mas o que as torna similar é justamente a paixão que as move: São Francisco. Podemos estar em outra fraternidade que não a que participamos efetivamente, mas sentimos como se estivéssemos nela; todos os irmãos são receptivos, atenciosos e sonham com uma sociedade mais justa e igualitária. Claro, isso é ser franciscano!
         No Capítulo 144 dos Escritos (2Cel 191), fala-se sobre a importância de termos os sábios e os simples em uma fraternidade: “(...)os sábios aproveitam o que é dos simples, vendo que os ignorantes buscam as coisas do céu com inflamado vigor e que os não instruídos pelo homem aprenderam pelo Espírito a saborear as coisas espirituais. (...) também os simples aproveitam o que é dos sábios, porque vêem que nela convivem com eles homens preclaros, que poderiam viver gloriosos no século”. Mais do que isso, acredito que a fraternidade seja um lugar para todos. Logo que conhecemos a JUFRA, muitas vezes não temos muito conhecimento do que é o ideal franciscano e se é isso que queremos para nossa vida, afinal, é um carisma que simpatizamos com o tempo, mas que acolhe todos os tipos de pessoas.
      “Queria que os grandes se unissem aos pequenos, que os sábios e os simples vivessem em comunhão fraterna e que os que se encontrassem longe sentissem que estavam ligados pelo amor”. Essa é a essência: o AMOR! Queremos uma fraternidade que dê certo, que ajude a construir uma sociedade mais justa? Então sim, precisamos de simples e sábios, mas acima de tudo precisamos de amor, pelos outros, pelo ideal franciscano e por nós mesmos. Devemos ser o que queremos ver. Aí sim, veremos mudança!


Amanda Rocha – Formadora Regional Sul 3
PROPOSTA DE ENCONTRO DE PÁSCOA
Juventude Fransciscana do Brasil

I – Preparação do ambiente: Bíblia, crucifixo, imagens de Cristo Ressuscitado (se possível), Nossa Senhora e São Francisco de Assis.

II – Encontro                                                       

Animador: Queridos irmãos e irmãs! O tempo pascal é a época de mais intensa alegria do ano cristão. Jesus ressuscitou e vive para sempre conosco. A vida venceu a morte. Vamos iniciar nosso encontro invocando as bênçãos da Santíssima Trindade.

Todos: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Animador: Essencialmente, ser cristão é ser alegre. Isso, à primeira vista, aparenta ser um paradoxo, pois sabemos que a Bíblia, nosso livro sagrado, não é de forma alguma uma narrativa fácil ou boba. Em diversas passagens, o Autor Sagrado faz alusões ao sofrimento humano, concretizado na solidão e no abandono – por exemplo, Jó lamenta que “até os pequeninos me desprezam, e, levantando-me eu, falam contra mim” (Jó 19:18) e o próprio Jesus soluça antes de expirar na Cruz: “Meu Deus, meu Deus! Por que me abandonaste?” (Mc 15:34). 

Leitor 1: Todavia, o sofrimento do cristão não é inútil, nem sem sentido, pois sempre culmina na vitória e na ressurreição. A Bíblia nos informa que, três dias após a morte de Cristo, os discípulos estavam ainda tão tomados de desesperança que foi preciso que Jesus lhes apareceresse, em pessoa, para que acreditassem de vez na ressurreição.

Animador: Nesse contexto, a páscoa é, essencialmente, passar da vida velha para a nova. Não é apenas uma mudança física – a reanimação do corpo morto – mas um triunfo espiritual. Ao vencer a morte e nos dar vida nova, Jesus confirmou que apenas Ele é a “pedra angular” a que se refere o Antigo Testamento (Sl 117-118, 22), isto é, a pedra sobre a qual se levanta uma edificação. Com isso a Escritura nos ensina que nossa vida, nossas tarefas, nosso dia-a-dia, devem estar erguidos sobre a rocha sólida que é Jesus Ressuscitado. Por isso o cristão é alegre: temos a certeza de estar do lado certo, do lado de Cristo Vivo. 

Leitor 2: “Na espiritualidade cristã, há um ponto fundamental: os que são de Cristo morrem com ele e com ele ressuscitam. Passam da terra da servidão, pelo deserto, até a terra prometida. O mistério pascal situa-se no centro de nossa vida cristã. Através dos gestos de Cristo, manifestados em sua páscoa, temos uma ideia do alcance do amor de Deus e passamos a conhecer o verdadeiro êxodo. Esse mistério ocupa lugar central em nossa vida pessoal e cristã. Morremos a nós mesmos e nascemos para a vida de Cristo” (GUIMARÃES, Fr. Almir Ribeiro. A páscoa de Jesus e a páscoa de São Francisco. Disponível em http://www.franciscanos.org.br/?p=8943. Acesso em 12/04/2017).

Animador: Nosso querido Pai Seráfico Francisco de Assis entendeu como ninguém a importância do profundo mistério da Páscoa. Ele tinha ciência que haveremos de morrer e ressuscitar com Jesus. Sempre buscou ser um servo menor – não é à toa que batizou seu grupo de Ordem dos Frades Menores – para servir aos outros antes de pensar em si. Pensava tanto na Páscoa que, antes de morrer, pediu que buscassem o Evangelho de São João e lessem o trecho que começa: “Antes da festa da Páscoa” (Jo 13:1). É chegada a “hora” de Jesus, para a qual Ele sempre se preparou. Assim como Jesus, Francisco soube quando chegou sua hora – e longe de se entristecer ou enraivecer, morreu cantando e feliz.

Leitor 1: Jesus está sempre convosco, junto ao Céu, para interceder por nós. Junto com sua Mãe Santíssima, que esteve ao seu lado na cruz e na ressurreição, estará sempre atento às nossas dificuldades e necessidades. São Francisco sabia disso: portanto, nunca deixou, por um instante, de agradecer intensamente a Jesus pelas boas obras que fez pelos irmãos menores. Vamos refletir brevemente sobre a ressurreição de Cristo, lendo o Texto Sagrado.

II.1 - LEITURA
– Narrativa da Ressurreição (Jo 20:1-9)
- Narrativa sobre Francisco e a Páscoa, segundo São Boaventura:
* “Certa vez, no dia sagrado da Páscoa,estando num eremitério distante e sem poder mendigar, Francisco pediu esmola aos próprios irmãos, como peregrino e pobre, em memória d’Aquele que, naquele dia, aparecera aos discípulos na estrada de Emaús sob a figura do peregrino. E tendo-a recebido com humildade, instruiu-os nas divinas letras, exortando-os a que no deserto deste mundo se julgassem peregrinos e estrangeiros, isto é, como verdadeiros israelitas, e a que celebrassem continuamente em pobreza de espírito a Páscoa do Senhor, ou seja, o trânsito desta vida à vida eterna, a passagem deste mundo para o Pai” ( LM, VII, 9).

Leitor 2: A respeito da Páscoa como “passagem deste mundo para o Pai”, lembramos que Francisco viveu sua vida de conversão numa continua celebração da Páscoa. Celebrar a Páscoa por isso para nós, franciscanos e franciscanas, é viver continuamente o mistério da conversão! Sair do mundo, sair de tudo o que nos impede de amar livremente os Irmãos e Irmãs e chegar à experiência do Êxodo: o que é amargo converter-se em doçura de alma e corpo! (Cf. Blog das Irmãs Terciárias Franciscanas. Em http://irmasterciariasfranciscanas.blogspot.com.br/2013/03/pascoa-e-francisco-de-assis.html. Acesso em 12/04/2017).

II.2 - COMENTÁRIOS (se pertinentes)

III - SAUDAÇÃO FINAL

Animador: Queridos irmãos e irmãs, esperamos ter aprendido muito com o amor de São Francisco pela Páscoa de Jesus, que também é nossa Páscoa, ao fim de nossa peregrinação terreste. Vamos pedir a Deus, por intercessão de sua Mãe Santíssima, a Virgem Maria, que nos ajude a trilhar esse caminho do amor na Terra, procurando “amar mais que ser amados” (Oração de S. Francisco), para chegarmos um dia à nossa Páscoa com Jesus. Paz e Bem!
Cântico Final( a escolha)

Aloysio Filho

Secretário de Formação Regional SE 2(RJ - ES) 

Nos dias 7, 8 e 9 de abril do ano corrente, realizou-se o Retiro Inicial de  Formação Base da JUFRA com os irmãos da Fraternidade Nossa Senhora das Graças (do Regional NO 2 - Pará Leste/Amapá), na vila dos Miritis, cidade de São João de Pirabas-PA. 14 jovens disseram o seu SIM para o compromisso franciscano de vida e na sequência ocorreu a eleição do novo Secretariado desta Fraternidade. 
A realização desta etapa formativa foi de suma importância para os jovens, onde absorveram muitas informações e se emocionaram com as espiritualidades, e a grande celebração da Santa Missa. 

Essa é a jufra que queremos ser, esse é o nosso ideal de vida!

Paz e bem!

Equipe de Comunicação Regional