Blog de Formação


Desde muito jovem, me senti marcado por essa festa da Epifania que as Igrejas antigas celebram hoje. Provavelmente, foi essa festa que, no início de minha vida monástica, me revelou que Deus me chamava para ser testemunha da abertura universal de Deus a todas as culturas e religiões.
A história dos magos é uma parábola, midrash da tradição cristã, escrito a partir dos textos judaicos, mas ele nos interpela a pensar que estrelas Deus tem nos enviado até agora em nossas vidas.
Conforme o evangelho de Mateus, os magos são os primeiros a adorar Jesus. O evangelho não diz quantos eram. A tradição os coloca como três. Pinta um deles como negro e uma tradição oriental estampava um deles como uma jovem mulher. Tudo isso é interessante para simbolizar a universalidade desse encontro macro-ecumênico: Jesus menino e os magos.
Jesus se abriu aos magos que teriam vindo do Oriente como sacerdotes de religiões que adoravam a natureza. Eles representavam o que hoje em dia seriam os babalorixás, ou pais de santo.
Nesses dias, a CPT divulgou um artigo escrito pelo saudoso frei Henri des Rosiers, que eu conheci bem e faleceu há poucos meses. Ele conta a fuga de um menino de 13 anos de uma fazenda de escravos no interior do Pará. Esse menino foge da fazenda e dos pistoleiros por dentro da mata, escapando de onças e cobras, passando fome e não podendo dormir à noite em meio da mata, buscando liberdade e segue no céu o cruzeiro do sul. Para onde o Cruzeiro do Sul apontava ele sabia que encontraria uma estrada. E de fato, conseguiu sair da mata e chegou a uma cidade onde se apresentou ao pessoal de Igreja que o acolheu, o levou ao Ministério do Trabalho (na época em que Lula era presidente e o Ministério era contra o trabalho escravo) e os fiscais foram com o menino e conseguiram encontrar a fazenda e libertar mais de 50 trabalhadores rurais. (Em Goiás na época, nós do mosteiro, escondemos durante semanas o Sebastião, o menino de 13 anos que foi o mago para aqueles trabalhadores libertados da escravidão).
         No caso do evangelho (Mt 2, 1 - 12), comumente os padres e pastores fazem uma leitura inclusiva, mas ainda de caráter etnocêntrica e até dogmática: Os magos vêm de longe para adorar a Jesus, portanto para ser cristãos. Dizem que o Cristianismo é uma religião universal, aberta a todos e acolhe a todos mas, em uma linha inclusiva. Isso significa que todos são chamados a ser cristãos. ( A casa está aberta, mas para vocês virem aqui). Uma leitura mais profunda do texto poético, parabólico de Mateus pode nos levar a uma interpretação mais aberta e pluralista. A acolhida de Jesus é abertura ao outro e no concreto Belém e o presépio se tornam lugares que simbolizam um encontro de culturas e de religiões e não apenas o outro que entra na nossa.
   Nos anos 60, um teólogo escreveu um livro: Igreja, túmulo de Deus. A Igreja que deveria manifestar Jesus algumas vezes o oculta e impede as pessoas de se aproximarem dele. A Igreja faz tantas regras e cria tantos mandamentos em nome de Deus que as pessoas no lugar de virem se afastam. Como de novo manifestar Jesus como testemunha de um Deus que é Amor e Inclusão?
Cada um de nós vive uma busca interior. Uns com mais intensidade e coragem. Outros deixam sua busca meio adormecida e se acomodam no ponto  já encontrado e se deixam levar pela banalidade do dia a dia... sem tantas questões e sem ousar novas interrogações. Alguns nem percebem mais que têm essa busca interior e ela é quem dá sentido à nossa vida. As folias e reisados lembram a todos que temos de retomar o tempo todo nossa peregrinação....
Nesse caminho, as instituições religiosas funcionam como pousadas e estalagens. Às vezes, cômodas ou às vezes muito incômodas. Essas pousadas podem ser úteis para nos confirmar a estrada que São João da Cruz chama de "caminho na noite escura da fé". Nas pousadas ou hotéis que são as instituições religiosas, muita gente se acomoda, se torna "importante" e desiste de caminhar. Manter-se na estrada implica aceitar ser pequenino, desprotegido e quase sempre marginal... Nem todo mundo topa isso. Conforme os evangelhos, a Igreja não deveria ser a pousada e sim o grupo que caminha juntos. Por isso, é assembleia (Igreja) e não templo ou em si religião. O templo e os elementos religiosos podem ser expressão, mas serão sempre pousadas provisórias do caminho juntos. O caminho é guiado pela estrela e não pela pousada.
Ver a presença divina em Jesus, menino recém-nascido e pobre na periferia do mundo é reconhecer essa presença em todo ser humano, principalmente no mais empobrecido.  Ao oferecer a Jesus o ouro, os magos como que profetizam o reconhecimento da dignidade e do valor inestimável de todo ser humano ali representado naquele menino de Belém. Toda criança merece que se ponham  a seus pés toda a riqueza do mundo.  O incenso significa o desejo de que a vida dessa criança desabroche e se eleve até Deus. Todo ser humano é chamado a ser divino, a se divinizar. A mirra é medicamento para aliviar os sofrimentos e significa que todo ser humano é frágil e merece um cuidado atencioso. O menino de Belém é símbolo de que Deus introduz no mundo uma nova magia: o que o papa Francisco tem chamado de misericórdia. É esse caminho que devemos retomar e reacender como luz da estrela nas estradas de nossa vida.


Ir. Marcelo Barros, Monge.
“Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mateus 1:21).
(Ambiente: menino Jesus, manjedoura, presépio simples, uma vela representando Jesus Cristo a luz do mundo, imagem de São Francisco de Assis, Maria e José)

O Natal é uma data festiva comemorada pelos Cristãos, na qual se faz memoria o Nascimento de Jesus. Essa comemoração originou-se por volta do Século IV de uma festa pagã de Roma: o "Natalis Solis Invicti" ( nascimento do sol invencível), aderida pela Igreja com sentido teológico compreendido hoje pela manifestação humana de Cristo que é o "Sol Nascente que nos veio visitar" como se canta no Cântico de Zacarias ( Benedictus).
A Igreja espera ansiosamente, no tempo do advento, pela vinda do Salvador, sinal que demonstra o amor de Deus para com o mundo, uma vez que envia à terra seu filho unigênito. A importância da vinda do Messias não se concretiza pelo fato de celebrar superficialmente este acontecimento, mas sim através da conversão do povo para que o amor ao próximo não ocorra somente neste período, mas durante todo o ano.
A sociedade vive a época do Natal se iludindo, principalmente quando são traçadas metas para ajudar os pobres. As ações sociais praticadas neste curto período de tempo tem data de validade! As cestas básicas, as vestimentas, o suposto carinho distribuído pelos cidadãos findam-se no dia vinte e cinco de dezembro. Ao terminarem seus preparativos natalinos, as pessoas sentam-se em suas mesas com a sensação de dever cumprido, imaginando a alegria que aquele pobre morador de rua está sentindo por ter recebido tão grande doação: um cobertor fino e algum alimento que durará por aproximadamente dois dias.
Francisco aplicou um movimento contrário ao da atualidade. Em meio a injustiças e busca de poder, o Peregrino de Assis sempre percorreu os caminhos da simplicidade! Encontrou no mundo o Jesus Cristo pobre, frágil e humilde, que como peças de quebra-cabeça montadas uma a uma, deixou-se perceber nos leprosos de sua época à medida em que o amargo se convertia em doçura da alma e do corpo. O próprio Jacopone demonstrou tal comunhão com o projeto de Deus ao criar o Presépio em Greccio. Através de uma catequese visual, Francisco reanimou a fé dos que ali participavam daquele momento único, compartilhando alegria, paz e bem com aquele que seguia fielmente o modelo do Santo Evangelho.
O Natal não é um tempo de fantasia, mas sim, tempo de agirmos continuamente na promoção dos pobres, marginalizados e oprimidos! Como Jufristas, sejamos mais atentos aos clamores do povo! Que o menino Jesus venha nos libertar do egoísmo e do bem estar próprio! Papa Francisco insiste para que sejamos uma Igreja em saída! Cuidemos uns dos outros e deixemos Cristo, motor que nos inspira, ser protagonista deste tempo! Como votos de feliz natal deixo um trecho da música de José Acácio Santana: " Meu caro irmão, olha pra dentro do teu coração, vê se o Natal se tornou conversão e te ensinou a viver..." Paz e Bem!


A minoridade ao modo do Menino

Está chegando o Natal, época de celebrarmos a vida, o renascimento, o novo. O Natal é época de os desgostos da vida, esquecer das dificuldades e mazelas, com a esperança de nos transformarmos, a fim de, buscar uma vida mais próspera. No fundo, o que esperamos é que Deus, em sua infinita misericórdia, perdoe as nossas misérias e fraquezas.
Da forma mais singela, São Francisco de Assis, ao imitar com atenção e dedicação os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo, na cidade de Greccio, ele ressignificou o Natal, crendo que Deus assumiu a condição humana reconhecendo as pessoas em sua dignidade, sobretudo, valorizando vida enquanto lugar teológico.
O então chamado Presépio de Greccio representava mais do que uma simbologia da vida de Jesus Cristo, mas foi a forma que São Francisco encontrou de experimentar com intensidade a pobreza do filho de Deus em seu nascimento, conjecturando a presença do Pai representado em tudo que se constitui vida, revelando-se no pobre, na pessoa em situação de rua, na mulher prostituída, no doente, no toxicodependente, no homossexual, no ladrão.
No período do Natal somos convidados a nos convertermos a Cristo, voltarmo-nos a Ele, refletindo, individualmente, como acolhemos a ternura de Deus em nossa vida, deixando-nos tocar e abraçar por Ele em sua pequenez, mansidão e bondade. Aqui não se trada da bondade de identificar e prestar assistência ao necessitado como forma imediatista de matar a fome do pobre, como é feito na distribuição de cestas básicas no fim da no fim da novena de Natal, mas de nos convertermos, mudar o nosso olhar para com o mundo, tornando-nos presépios vivos. 
No entanto, nós jovens, que nos reconhecemos e assumimos ser, seguidores e testemunhas dos princípios de Francisco, aceitamos o convite de viver a minoridade expressa no pequeno Menino Deus do presépio. Que tenhamos a sabedoria de ver e sentir que o gesto concreto trazido pelo Natal é uma provocação que nos leva a repensar a manutenção da caridade que deve ser constante em nossas vidas, para além do tempo natalino.
Enquanto jovens franciscanos, na atual conjuntura como podemos corresponder à simplicidade do Menino Jesus que nasce ao mundo? Qual a nossa resposta à vida que nos interpela mediante a injustiça, a exploração, a violência, a fome? Qual o Natal que assumimos viver? Qual o Natal queremos ser/ter? 

“Todas as coisas foram feitas por Ele e sem Ele nada se fez de tudo o que foi feito” (Jo 1,3)


Proclamação do Evangelho: Lucas 2, 1-20.
(Uma breve reflexão do Evangelho relacionando os textos)

Para refletir:
·         Qual o significado do Natal em sua vida?
·         Estou disposto/a  dizer SIM ao Reino de Deus como Maria?
·         Como podemos apresentar o mundo o verdadeiro sentido do Natal?
·         O que falaria para Jesus? Qual o “presente” daria Jesus?



Música: Menino Jesus

É natal
É tempo de paz
Nosso Deus
Pequenino se faz

Lá no céu
Anjos cantam também
Um menino nasceu
Em Belém

Noite de paz
Noite de Luz
Nasceu na terra
O menino Jesus

Na pobreza
Nasce o rei
Deus menino
Pobre se fez

Com Maria
E com José
Santa Família de Nazaré

Noite de paz
Noite de luz
Nasceu na terra
O menino Jesus (4x)

Oração
Nosso Pai Seráfico um dia fez o primeiro presépio e ali acordou o menino Jesus, Ele que estava adormecido nos corações daquelas pessoas, que Ele seja acordado novamente e que o seu povo ouça o seu choro de apelo para que nos voltemos para Ti e para nossos irmãos. Que possamos ser revigorados nessa festa de nascimento de nosso Senhor, que entendamos que seu amor é para com todos, assim como no presépio, os animais e pessoas, são todos sua criação e precisam viver em harmonia. Que este seja um santo e abençoado Natal, em nós mesmo, em nossas famílias, nossa fraternidade e em nossa sociedade. Amém!

Preces
R: Escutai a nossa prece.
- Menino de Belém, acorde em nossos corações, com gritos de busca por uma sociedade melhor e mais fraterna, rezemos;
Menino de Belém, que façamos nossa convivência com as criaturas um presépio de amor, rezemos;
-Menino de Belém, que assim como a estrela no céu que guiou os magos até Ti, sejamos nós iluminados pelo vosso amor infinito para que possamos um dia chegar á glória eterna, rezemos;
Preces espontâneas.

Dinâmica
Para a dinâmica, o animador do encontro deve com antecedência pedir que os irmãos levem artigos que fazem parte do presépio no dia do encontro. E neste momento cada um apresentará o artigo que trouxe e então cada um coloca-o no local escolhido para montar o presépio. Ao colocar o artigo que trouxe o irmão deve falar o que o Natal representa em sua vida. Ao final teremos um presépio da fraternidade.


Reflexão 1 :
“...Num presépio cabe todos os rostos! É o grande encontro dos simples, dos normais, dos marginais, dos ternos, fraternos, sofridos e excluídos. Quando o diferente se encontra temos a mais bela paisagem do mundo. Tudo se torna transparente na unidade das diferenças. Num presépio não existe preconceito, existe sim aquela silenciosa e calma contemplação da beleza de cada um, de cada uma. Encarnar-se é morar junto e respeitar o diferente! Paz na Terra aos Humanos de vontade boa e bem trabalhada! Isso é que encantou Francisco de Assis!
O presépio nos lembra que Deus não está no mercado das crenças, nem no apelo abusivo do comércio natalino que faz uma profanização deste universo de símbolos: pinheiros e estrelas, animais e pastores, presépios variados. Deus nem sempre está nas igrejas e nem nas bibliotecas; mas Ele está num coração que pulsa de Amor. Esta é a sacralidade inviolável do Natal: Deus está no seu grande projeto, que é Humanizar-se, fazer valer o Amor, Encarnar o Amor!
Deus não está na violência e nem onde se atenta contra a vida. Deus não está no orgulho dos poderosos nem entre os caçadores de privilégios hierárquicos.
Mas Ele está na leveza deste Menino, Filho do Pai Eterno, a grande síntese das naturezas humana e divina.
Ele está aqui na mais bela doação do Sim de José e de Maria. Quando há disponibilidade, todo sonho é fecundo. Ele está onde se faz um presépio: lugar do Bem e da Beleza. É o grande momento de refletir este presente que ele nos dá. Isso é que encantou Francisco de Assis!
O Amor tem que ser Amado! A Verdade e a Beleza têm que ser apreciadas. Este é o lugar de Luz no meio das sombras humanas. A luz vale mais do que todas as trevas. Deus está ali com você e com Francisco diante do presépio, e abraçando você com silêncio, paz, harmonia, serenidade; acolhendo você e passando-lhe Onipresença, Onipotência eterna para a fragilidade da criatura. No presépio, Deus olha você, pessoa humana, contemplando a suprema humildade da Pessoa Divina.”
Artigo “A Mensagem Franciscana do Presépio, da Revista Franciscana, uma publicação da FFB

Reflexão 2 :  A misteriosa carta
“Queridos irmãozinhos e irmãzinhas:
Se vocês ao olharem o presépio e ao verem lá o Menino Jesus no meio de Maria e de José e junto do boi e do jumento, se se encherem de fé de que Deus se fez criança, como qualquer um de vocês;
Se vocês conseguirem ver nos outros meninos e meninas a presença inefável do Menino Jesus que uma vez nascido em Belém, nunca nos deixou sozinhos neste mundo;
Se vocês forem capazes de fazer renascer a criança escondida nos seus pais, nos seus tios e tias e nas outras pessoas que vocês conhecem para que surja nelas o amor, a ternura, o cuidado com todo mundo, também com a natureza;
Se vocês, ao olharem para o presépio, descobrirem Jesus pobremente vestido, quase nuzinho e lembrarem de tantas crianças igualmente mal vestidas e se sofrerem no fundo do coração por esta situação e se puderem dividir o que vocês têm de sobra e desejarem já agora mudar este estado de coisas;
Se vocês ao verem a vaquinha, o burrinho, as ovelhas, os cabritos, os cães, os camelos e o elefante no presépio e pensarem que o universo inteiro é também iluminado pela divina Criança e que todos eles fazem parte da grande Casa de Deus;
Se vocês olharem para o alto e virem a estrela com sua cauda luminosa e recordarem que sempre há uma estrela como a de Belém sobre vocês, acompanho-os, iluminando-os, mostrando-lhes os melhores caminhos;
Se vocês se lembrarem que os reis magos, vindos de terras distantes, eram, na verdade, sábios e que ainda hoje representam os cientistas e os mestres que conseguem ver nesta Criança o sentido secreto da vida e do universo;
Se vocês pensaram que esse Menino é simultaneamente homem e Deus e por ser homem é seu irmão e por ser Deus existe uma porção Deus em vocês e por causa disso, se encherem de alegria e de legítimo orgulho;
Se pensarem tudo isso então fiquem sabendo que eu estou nascendo de novo e renovando o Natal entre vocês. Estarei sempre perto, caminhando com vocês, chorando com vocês e brincando com vocês até aquele dia em que chegaremos todos, humanidade e universo, na Casa de Deus que é Pai e Mãe de infinita bondade, para morarmos sempre juntos e sermos eternamente felizes”.
Belém, 25 de dezembro do ano 1.
Assinado: Menino Jesus

(Leonardo Boff)


Oração diante do presépio

Menino das palhas, Menino Jesus,
Menino de Maria, aqui estou diante de ti.
Tu vieste de mansinho, na calada da noite,
no silêncio das coisas que não fazem ruído.
Tu é o Menino amável e santíssimo,
deitado nas palhas porque não havia lugar
para ti nas casas dos homens
tão ocupados e tão cheios de si.
Dá a meus lábios a doçura do mel
e à minha voz o brilho do cantar da cotovia,
para dizer que vieste encher de sentido
os dias de minha vida.
Não estou mais só: tu és o nosso companheiro
de minha vida. Tu choras as minhas lágrimas
e tu te alegras com minhas alegrias
porque tu és meu irmão.
Tu vieste te instalar feito um posseiro
dentro de mim e não quero que teu lugar
seja ocupado pelo egoísmo que me mata
e me aniquila, pelo orgulho que sobe à cabeça,
pelo desespero.
Sei, Menino de Maria, que a partir de agora,
não há mais razão para desesperar
porque Deus grande, belo,
Deus magnífico e altíssimo
se tornou meu irmão.
Santa Maria, Mãe do Senhor e Palácio de Deus,
tu estás perto do Menino que envolves
em paninhos quentes.
José, bom José, carpinteiro de mãos duras,
e guarda de meu Menino das Palhas,
protege esse Deus que se tornou
mendigo de nosso amor.
Menino Jesus,
Hoje é festa de claridade e dia de luz.
Tu nasceste para os homens na terra de Belém. Amém!

Somos convidados também a fazer de nosso coração uma nova Belém, ou uma nova Greccio, e nesses dias de preparação também montarmos o nosso presépio, deixando que aquele inocente e frágil Menino seja o verdadeiro embalo de nossas festas natalinas. Feliz Natal irmãos!
Paz e bem!
Referências Bibliográficas
FAMÍLIA FRANCISCANA DO BRASIL. Fontes Franciscanas e Clarianas. 

Joice Fátima de Oliveira
Fraternidade Perfeita Alegria, Carmo do Paranaíba/MG
Secretária Regional de Formação- Sudeste I

Noelle Carolina de Oliveira Lopes
Fraternidade Rosa de Viterbo, Betim/MG
Secretária Regional de DHJUPIC- Sudeste I

Otavio Tavares de Assis
Fraternidade Rosa de Viterbo, Betim/MG
Secretario de Formação Local

Samara Tavares Duarte
Fraternidade Félix de Nicósia, Governador Valadares/MG
Secretaria de Formação Local

Tatiane Marques Santos
Fraternidade A caminho do Francisclarianismo, Salinas/MG
Secretária Regional de AE- Sudeste I

A lógica do descarte, que parece ser direcionada apenas às “coisas” é, hoje, o jeito pelo qual as pessoas se tratam e, o pior: o jeito pelo qual o mundo espera que você (!) trate as pessoas. 

Amores líquidos¹, amizades efêmeras, contatos rápidos, conversas superficiais, risadas forçadas, interações pré-programadas... Trejeitos robóticos que inundam nosso cotidiano e fazem o silêncio do quarto escuro lembrar da solidão que é estar num mundo em que a sua essência não é tão relevante assim. Não à toa cresce exponencialmente o número de jovens que se fecham às próprias dificuldades e, desse abismo, não enxergam o horizonte florido que, com certeza, existe. 

É difícil, mesmo. Num panorama como o atual, em que pessoas não são mais que números, é simples acreditar estar sozinho, buscar ao redor uma mão que ampara e, ao invés disso, ver apenas a mão que apedreja. É fácil julgar. É fácil (pré) conceituar o que se vê pela primeira vez, o que se vê e não se enxerga. Difícil é olhar aos olhos de Deus, que apresenta um amor puro e verdadeiro, sem julgamentos, mas com afeto, amparo e cuidado. 

Deus não descarta, nunca. 

Deus recicla. 

Ele quer a melhor versão de nós mesmos e não se importa se ainda não atingimos esse estado. Ele espera, insiste, acredita. Nos dá tudo o que o mundo nos tira. 

E, o melhor: Ele também nos ensina a ser assim!


Tem, por aí, gente que não entende muito bem, que distorce esse sentimento tão autêntico e divino pra justificar (e fazer refletir nos outros) os próprios medos e as próprias inseguranças. Mas tudo bem, entende? Essa é a lógica. Para Deus, tudo bem. Os braços celestiais estão sempre abertos, sem distinção, sem julgamentos, sem descarte. 

Ele mesmo ensinou que “o amor tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (Coríntios 1: 1-13) e é assim que nos ensina a viver. Na contramão da lógica do mundo, quem vivencia o amor d’Ele entende que é melhor (e até mais fácil) perdoar, identificar as inúmeras qualidades existentes em cada pessoa, sorrir, abraçar, amar, prestar atenção no outro – e o “outro” pode ser uma mãe, um tio distante ou um desconhecido na rua, não importa, todos são igualmente importantes.

Esse amor que é capaz de reciclar, de dar uma segunda chance, de parar a caminhada na direção oposta e voltar a correr junto, na sua forma mais genuína, não representa o sentimento a alguém especificamente, mas a tudo! Foi isso que aquele Deus que se fez homem, tão importante que recomeçou a contagem do tempo, nos ensinou. 

O amor se constrói em tudo, para tudo, apesar de tudo. É esse o segredo! Olhar mais, amar mais. É conseguir sentir essa energia tão intensa na gota do orvalho escorrendo na folha verde, na abelha que pousa soberana no arbusto florido pela primavera, no sol quando toca o mar ao fim da tarde e faz descer a sombra nos elementos que completam a paisagem. 

É aí que Ele mora, aí que se faz perfeito o amor. Quem se permite sentir esse Amor, não sente mais a solidão do quarto escuro. Mas, se as circunstâncias da vida fizerem a luz não mais iluminar, tudo bem – é a lógica! Ele não descarta, Ele recicla. 

Sejamos estrangeiros² aqui, não obedeçamos à imposição de um método que não se preocupa com os sentimentos no âmago de cada ser. O Céu é o nosso lugar! Que a vida na terra seja a mais harmônica possível, porque, assim, Ele nos espera lá em cima. E, pra isso, que sejamos amor. Que não descartemos. Que voltemos nossa atenção para reciclar: nossos sonhos perdidos, as amizades deixadas para trás, os parentes afastados, o mundo! Por que não? 

Nos quatro cantos existe quem só precisa da nossa mão estendida, do nosso olhar sincero, do nosso sorriso amigo. Seres que precisam, apenas, da reciclagem do “ser”. 

Que tenhamos a coragem de ir na contramão. 

Que São Francisco nos inspire a sermos pequenos, a nos despojarmos do que não acrescenta e focarmos naquilo que importa - o amor. 

Não tem segredo: Sejamos Amor!  


Primeiros dias da primavera de 2017,
Gabriela C. Nabozny.


[1] BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido, Sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Zahar. 2004.
[2] BIONDO, Leonardo. Estrangeiro Aqui. In: CD Estrangeiro Aqui – Missionário Shalom. 2006. Faixa 5.


"Que possamos usar do tempo do advento para refletir sobre nossos ideais, nossos projetos e sonhos, para que, com o Nascimento Jesus, também nós possamos renascer no Amor! 
Paz e Bem!"

FONTE:https://jufrasc.blogspot.com.br/2017/12/a-reciclagem-do-ser.html?m=1  

Essa semana trazemos um tema de extrema importância: a partir do dia 26 de novembro de 2017 até 25 de novembro de 2018, vivenciaremos o “Ano do Laicato”. O tema escolhido foi: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo”, Mt 5,13-14. Além disso, o Ano de Laicato terá como objetivo geral: “Como Igreja, Povo de Deus, celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade”. Portanto, podemos perceber que teremos papel fundamental como cristãos leigos, e claro como franciscanos, nesse período. Uma palavra que poderia resumir isso seria protagonismo. Esse é o ano de nos unirmos por um ideal e lutar por ele; momento de percebermos do que a Igreja e a sociedade. Mais ainda, momento da juventude cristã se unir e mostrar que também faz parte da Igreja.
Com isso, a Formação da Juventude Franciscana preparou um modelo de reunião para que as fraternidades tenham um direcionamento sobre como abordar essa temática. Confiram abaixo!

PRIMEIRO MOMENTO – conceitualizando o tema.
- Reunir todos em roda, fazer uma oração inicial, a escolha do facilitador;
- Explicar o tema do encontro (Ano do laicato), tema, lema e objetivo principal;
- Questionar ao grupo: o que é laicato? O laicato como um todo é um “verdadeiro sujeito eclesial” (DAp, n. 497a). Cada cristão leigo e leiga é chamado a ser sujeito eclesial para atuar na Igreja e no mundo. A Francisco de Assis o Cristo Crucificado ordenou: “Vai e reconstrói a minha Igreja”. Temos firme esperança de que continuarão dando grande contribuição à renovação da Igreja de Cristo e sua atuação no mundo.(doc 1) à ler/explicar após ouvir o que o grupo têm a dizer.
- Após a definição do conceito explicar a nossa importância enquanto juventude cristã e franciscana nesse período;

SEGUNDO MOMENTO – contextualização
- Aprofundar o tema e o lema:  o que sentimos ao ouvi-los? O que eles querem nos passar?
- Avanços e retrocessos de nossa Igreja/sociedade: pedir que cada um escreva em uma tira de papel e coloque no centro da roda o que considera que avançamos e retrocedemos nesses últimos anos.
- Diante disso, ao que somos chamados?

TERCEIRO MOMENTO – interiorização
- Deserto: pedir aos irmãos que se espalhem e fiquem um tempo refletindo em silêncio ao que se sentem chamados a fazer pela comunidade, pela Igreja. (‘Senhor, o que queres de mim?’)
- Tocar músicas que incentivem esse momento de reflexão e interiorização.

QUARTO MOMENTO – o que nos propomos?
‘Ser cristão, sujeito eclesial, e ser cidadão não podem ser vistos de maneira separada.’
- Encaminhamentos finais;
- Jovem cristão e franciscano: qual a nossa missão para o Ano do Laicato?
- Separar em dois ou mais grupos para pensarem intervenções possíveis em sua comunidade, e depois apresentar ao grupo.
- O grande grupo decide então pelo menos uma das intervenções a serem seguidas ao longo do ano.

- Encerramento: ultimas considerações, oração final. 
Minoridade
O maior seja como o menor, e quem manda, como quem serve”.
(Lc 22,26)
“É preciso que Ele cresça e eu diminua.”
(Jo 3,30)

Ambiente
Preparar o ambiente de modo circular, tendo ao centro elementos de nossa Espiritualidade (Imagem de São Francisco de Assis, Santa Clara de Assis, Santa Rosade Viterbo, Fontes Franciscana, Taus, Cruz de São Damião), bíblia, bacia, água, toalha.

Oração inicial
ORAÇÃO PELA FRATERNIDADE:  
Senhor, te pedimos pelas nossas fraternidades: Para que nos conheçamos sempre melhor em nossas aspirações, nos compreendamos mais em nossas limitações. Para que cada um de nós sinta e viva as necessidades dos outros. Para que nossas discussões não nos dividam, mas nos unam em busca da verdade e do bem. Para que cada um de nós, ao construir a própria vida, não impeça ao outro de viver a sua. Para que nossas diferenças não excluam a ninguém da comunidade, mas nos levem a buscar a riqueza da unidade. Para que olhemos para cada um, Senhor, com os teus olhos e nos amemos com o teu coração. Para que nossa fraternidade não se feche em si mesma, mas seja disponível, aberta, sensível aos desejos dos outros. Para que no fim de todos os caminhos, além de todas as buscas, no final de cada discussão e depois de cada encontro, nunca haja "vencidos", mas sempre "irmãos". E estará começando o caminho que termina no céu. Amém!

Minoridade, uma virtude.
“Senhor, quem sois vós e quem sou eu? Vós o Altíssimo Senhor do céu e da terra e eu um miserável vermezinho vosso ínfimo servo!”. Francisco imitou este Deus que se fez menor na pessoa de Jesus Cristo. O Verbo de Deus se humilhou para cumprir uma missão junto ao gênero humano. Deixou as riquezas e as glórias celestiais para experimentar os limites da terra dos humanos. “Viveu simples com os simples, pobre com os pobres, transparente com todos.” Por isso que Francisco diz: “A extraordinária condescendência que o Senhor do Universo, Deus e Filho de Deus, de tal maneira se humilha, que por nossa salvação se esconde debaixo de uma pequena forma de pão!” E exclama também: “Ó sublime humildade! Ó sublimidade humilde!” Um Deus que escolhe o menor lugar para servir e alimentar a todos.”

Ao falar de minoridade, está ligado à pobreza, simplicidade e humildade, a  minoridade  precisa ser   redescoberta e revalori- zada sempre de novo. S. Francisco, ao escolher o caminho da minoridade, escolheu o caminho de Deus, revelado em Jesus de Nazaré. O menor é aquele que tem cons-ciência da  lógica do dom, que compreende o irmão e tudo o mais como dom a ser acolhido, valorizado. Minoridade é, portanto, condição para a vida fraterna.
 No entanto, a minoridade é o caminho da construção de fraternidade. Não existe fraternidade de maiores, somente grupos de interesse. A fraternidade é um dom concedido aos pequenos, aos que se fazem menores diante dos outros. O outro somente emerge como irmão diante de mim quando sou capaz de me ajoelhar e lavar seus os pés.
A Minoridade implica numa postura de vida, num jeito de ser e viver, de estar no mundo e de se relacionar com as criaturas. Foi o jeito de Deus estar entre nós. É preciso descobrir a riqueza e a grandeza de ser pequeno, como o foi Jesus e seus discípulos. Esse caminho torna possível a construção de um mundo fraterno e solidário. A minoridade é a base e o fundamento da expressão do franciscanismo.
Ser menor, é reconhecer o rosto de Cristo no irmão. É “doar” a vida pelo irmão. É ser o menor a SERVIR.


EMPATIA SOCIAL – A minoridade no serviço de DHJUPIC
Entender o mundo em nossa volta tem se tornado um desafio para a juventude, que espera açodadamente galgar novos espaços, fazer novas descobertas e acompanhar a velocidade da tecnologia. São jovens que em sua particularidade temem conhecer o mundo na sua forma mais intrínseca e pura, descobrir os obstáculos e as dificuldades cotidianas de viver e tratar os outros.
Thomas Hobbes e Sigmund Freud nos dizem que somos criaturas egoístas por definição, preocupadas com autoproteção, voltadas para nossos próprios fins individualistas. Mas não nascemos assim, nós simplesmente aceitamos ser assim, assumindo toda a responsabilidade em nos tornarmos apáticos frente às dificuldades apresentadas pela/na sociedade, não nos responsabilizando por aqueles que reconhecemos que estão as margens.
Ao longo da nossa caminhada, temos o poder de escolha, o poder de decidir qual o caminho que vamos tomar, se é o da apatia ou da empatia. Ao escolher o segundo, escolhemos não viver a vida do outro, ou as características próprias do outro, mas escolhemos nos colocar no lugar dele, propondo a conhecer os seus sentimentos, dificuldades, perspectivas, desafiando-nos a entender culturas diversas a nossa compreensão.
A empatia é, de fato, um ideal que tem o poder tanto de transformar nossas vidas quanto de promover profundas mudanças sociais. A empatia pode gerar uma revolução. Não uma daquelas revoluções antiquadas, baseadas em novas leis, instituições ou governos, mas algo muito mais radical: uma revolução das relações humanas (KRZNARIC, 2005, p. 9)

Ter empatia é viver a minoridade, em que se é chamado a ser pequeno diante de Deus e viver a sua misericórdia, permitir sair do seu conforto e confrontar-se com os impactos e consequências sociais, politicas e econômicas que milhares de pessoas passam e não admitimos, é você se permitir e imaginar vivendo atrás das fronteiras que a sociedade opressora impõe, utilizando desta percepção para nortear suas próprias ações ao longo da sua vida.
Para entendermos este processo, é essencial respondermos a partir de uma reflexão do nosso íntimo Senhor, o que queres de mim?”, para ai sim, compreender quem somos, descobrir qual a nossa identidade, saber o que queremos ser, ao ponto de ter a necessidade  de se reconstruir enquanto processo de reafirmação do sujeito.
Ao seguir os passos de Jesus Cristo, baseando- se no Santo Evangelho, São Francisco com muita graça, nos mostra a concretude de se fazer menor, de se resignificar, quebrando as estruturas de sua época para testemunhar a aproximação aos pobres, marginalizados e carentes, em atitudes de serviço, que hoje somos convidados a vivenciar na fraternidade junto a Secretaria de Direitos Humanos, Justiça, Paz e integridade da criação (DHJUPIC). 
Vivenciar a dimensão da justiça é a expressão mais pura da minoridade em São Francisco de Assis, devendo nós Jufristas seguirmos o seu exemplo, não necessariamente na mesma radicalidade de despojar-se de suas vestes e dar aos pobres buscando a perfeição do ego: “Se queres ser perfeito, vai (Mt 19,21) e vende tudo (cf. Lc 18,22) que tens e dá aos pobres e terás um tesouro no céu”. Mas sim, com um olhar misericordioso e de compaixão - quero expressar que não se trata de ver o outro enquanto “coitadinho” ou de ter “pena ou dó”, mas de que nossos olhos sejam revestidos do cuidado e do amor, o mesmo amor que tens por Jesus encontrando o Cristo em cada pobre.
“Devemos aceitar com serenidade as coisas que não podemos modificar ter coragem para modificar as que podemos e sabedoria para perceber as diferentes.” (São Francisco de Assis)


ILUMINAÇÃO BÍBLICA
Jo 13, 1-15.



Reflexão
Música: Canta Francisco
Francisco e Clara
  
Nos olhos dos pobres, no rosto do mundo
Eu vejo Francisco perdido de amor
É índio, operário, é negro, é latino
Jovem, mulher, lavrador e menor

Há um tempo só de paixão, grito e ternura
Clamando as mudanças que o povo espera
Justiça aos pequenos, ordem do evangelho
Reconstrói a igreja na paixão do pobre
Há crianças nuas nesta paz armada
Há francisco povo sendo perseguido
Há jovens marcados sem teto nem sonhos
Há um continente sendo oprimido
Com as mãos vazias solidariedade
Com os que não temem perder nada mais
Defendem com a morte a dignidade
Com a teimosia que constrói a paz

Canta Francisco, com a voz dos pobres
Tudo que atreveste a mudar
Canta novo sonho, sonho de esperança
Que a liberdade vai chegar
Canta Francisco, com a voz dos pobres
Tudo o que atreveste a mudar
Canta novo sonho, sonho de menino
Novo céu e terra vai chegar

Há claras, franciscos marginalizados
Cantando da América a libertação
Meninos sem lares são irmãos do mundo
Pela paz na terra sofrem parto e cruz
Francisco imagem de um Deus feito pobre
Denúncia esperança profecia e canta
Vence com coragem o império da morte
De braços com a vida em missão na história
Francisco menino e homem das dores
Reconstrói a igreja pelo mundo afora
Na fraternidade que traz a justiça
Na revolução que anuncia a aurora

Canta Francisco, com a voz dos pobres
Tudo que atreveste a mudar
Canta novo sonho, sonho de esperança
Que a liberdade vai chegar
Canta Francisco, com a voz dos pobres
Tudo o que atreveste a mudar
Canta novo sonho, sonho de menino
Novo céu e terra vai chegar.

(Obs: O formador/a fazer uma reflexão através do evangelho e os textos.)
1-      O que esse tema Minoridade nos leva a refletir diante de minha fraternidade e na minha vida?
2-      Estou sendo o menor com os menores? Quais as minhas atitudes?
3-      É fácil ser o menor nesse mundo? Por que?
4-      Como podemos ser menor na sociedade?

Dinâmica
Irmãos e irmãs, recordando o gesto de Jesus com seus apóstolos, lavemos em um ato de minoridade os pés de nossos irmãos fraternos.
A fraternidade fique em círculo e o animador do encontro fraterno tenha consigo uma toalha , uma bacia e um jarro com água. Este animador lave os pés do irmão que está a sua direita (ou esquerda), o irmão que teve os pés lavados lave os pés do próximo irmão, assim sucessivamente até lavar os pés do animador.
Que sejamos servidores e amáveis com nossos irmãos e irmãs.

Preces
R- Senhor, escutai a nossa prece.
Altíssimo, tornai-nos a cada dia seres mais fraternos e compreensivos as diferenças, rezemos;
Altíssimo, enriquecei-nos com o mesmo ardor e vontade de lutar pelos irmãos mais necessitados, assim como fizeste com São Francisco, rezemos;
Altíssimo, que possamos nos entregar totalmente a sua infinita misericórdia, sendo e sentindo que somos pequenos diante de Ti no entendimento do minoridade, rezemos;
Altíssimo, fortalecei-nos na busca da vivência da minoridade em nossas fraternidades, assim como Francisco viveu em sua fraternidade, rezemos;
Preces espontâneas.
Oração
Senhor Deus, vós que se fez carne e viveu como um menor em meio ao seu povo e iluminou seu servo, nosso Pai Seráfico, no caminho da vida em fraternidade e do amor aos pobres e marginalizados, iluminai também nós, para que possamos sair de nós mesmos, desprender-nos dos planos e visões pessoais. Que busquemos sempre ir além das estruturas, dos nossos hábitos e de nossas seguranças, testemunhando o amor concreto a toda criatura. Que compreendamos as necessidades dos irmãos e saibamos ser verdadeira fraternidade. E que sendo menores diante de Ti alcancemos um dia a glória da salvação. Amém!

Referências Bibliográficas

KRZNARIC, Roman. O poder da empatia: a arte de se colocar no lugar do outro para transformar o mundo. Rio de Janeiro: Zahar, 2005
FAMÍLIA FRANCISCANA DO BRASIL. Fontes Franciscanas e Clarianas. Petrópolis: Vozes, 2008.
SERGIO, Frei Paulo. Empatia. http://www.franciscanos.org.br/?p=67620. Acessado em 09/11/2017.


Joice Fátima de Oliveira
Fraternidade Perfeita Alegria, Carmo do Paranaíba/MG
Secretária Regional de Formação- Sudeste I

Noelle Carolina de Oliveira Lopes
Fraternidade Rosa de Viterbo, Betim/MG
Secretária Regional de DHJUPIC- Sudeste I

Tatiane Marques Santos
Fraternidade A caminho do Francisclarianismo, Salinas/MG
Secretária Regional de AE- Sudeste I