Blog de Formação
Francisco de Assis, o Santo das Bem Aventuranças.


Difícil falar deste santo de Deus,
mas é impossível não falar Senhor deste filho teu.
Aquele que viveu  profundamente,
“Por”, “Com” e em Cristo,
de forma tão bela jamais visto.

Até hoje continua a muitos jovens encantar,
De forma tão profunda,
que até ao Papa fez o seu nome adotar.

Vai Francisco,
que todos os jovens inspirados pelo teu caminhar,
continuem a seguir  teu exemplo e ao Cristo imitar.

Inspirados pela Virgem
queremos ao Cristo obedecer,
junto contigo Francisco a Igreja reerguer.

Como ler as bem aventuranças e não  lembrar de Francisco?
Como não consultar as fontes franciscanas e não se recordar de Nosso Senhor Jesus Cristo?
Como bem dissestes em tuas últimas palavras, jamais esquecemos:
 “Comecemos irmãos, pois até agora pouco ou nada fizemos”.
  

Caríssimos irmãos, esta foi apenas uma breve reflexão, para que inspirados pelo carisma de Francisco jamais  esqueçamos da essência e o centro de tudo isto, o Cristo crucificado.
Peçamos a Deus também que possa fazer brotar em nossos corações a mesma chama que ardentemente transbordou em nosso beatíssimo Pai seráfico.
Que Virgem Santíssima seja sempre nosso auxílio neste caminhar Franciscano.
Em Francisco e Clara, um fraterno abraço a todos vós meus irmãos em Cristo.
Paz e Bem!

Carlos Michell Costa Lobato
Fraternidade JFS - Jeito Franciscano de Ser
Brasilia-DF
Voto e cidadania: Jovem, não desista de lutar!
“Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério, o jovem no Brasil nunca é levado a sério”. (Charlie Brown Jr.)


As eleições se aproximam, e com elas devemos refletir a importância de nosso voto para a sociedade. Como jovens, é importante termos consciência que votar é um exercício que deve ser pensado com muita responsabilidade e seriedade. Para isso, devemos acima de tudo votar com o coração, sensibilidade e senso de justiça de forma a fazer uma reflexão acerca de nossa situação política atual e como queremos que ela seja daqui para frente. Assim, como franciscanos, temos o dever de realizarmos o voto pensando em quem realmente precisa de nossa ajuda, ter um olhar voltado às desigualdades presentes em nossas cidades e como cada candidato pretende lidar com elas.
Devemos recordar também, que votar é exercer cidadania, por muito tempo lutamos pelo direito de voto, e se hoje este direito nos é assegurado precisamos encará-lo com comprometimento. Podemos pensar, então, que nosso voto traduzirá como nos sentimos em relação a política, é uma forma de lutar pelo que acreditamos. Como jovens, temos o importante papel de olhar para a política e as eleições com esperança, não descaso; essa esperança é expressa na linguagem de utopias. Então, não há nada de errado em querer mudanças, mas para isso, devemos fazer parte dela, nos movimentar. Utopia pode ter uma conotação ligada a causas impossíveis, mas na verdade está profundamente associada ao fato de continuarmos caminhando e lutando por nossos ideais; pode ser que esses não se concretizem por inteiro, mas nos darão motivação para nunca deixarmos de lutar e sonhar.
É importante ressaltar também, que apesar dos últimos acontecimentos terem desmotivado diversos jovens, há diversas formas de participar da política além do voto. Por todo o Brasil existem Conselhos da Juventude, onde essas pessoas se reúnem para debater e cobrar seus direitos, olhando também para jovens marginalizados e que não têm as mesmas oportunidades; além disso, muitos jovens têm participado ativamente de movimentos sociais também como forma de reivindicações de direitos, como o movimento LGBTT, feminista, negro, entre outros, onde esses também lutam contra uma sociedade opressora e conservadora.

Por isso jovem, não se desamine, seja instrumento de mudança, renovação e paz! Lute pelos seus ideais, sonhe, vote, participe! Se fracassar, não desista, continue tentando, afinal, utopia é isso. Nessas eleições, pense no futuro que sonha para nossa sociedade.

Amanda Corrêa Rocha – Formadora Regional Sul 3


REFERÊNCIAS

ESTIGMAS DE SÃO FRANCISCO

Após Cristo ter entregado sua vida ao Pai para salvação de todos, Ele foi ao inferno e removeu todas as almas que ali estavam e deu a salvação a todos aqueles que seguissem seus passos através do Evangelho. Contudo, o fim dos tempos esteve bem perto, mais precisamente nos anos de 1200. Isso é sabido por causa de um nobre que se tornou membro da terceira ordem, o senhor Landolfo, que recebeu a notícia da morte e da impressão dos sacro-santos estigmas através de uma mulher que estava possuída por um demônio. Ele foi até a mulher possuída que por dois dias os demônios deixaram seu corpo, voltando no terceiro dia com ainda mais fúria. Intrigado o Senhor perguntou-lhe por que tinha abandonado o corpo daquela mulher e voltado com mais ira. O demônio respondeu que a sua ausência foi devida a tentativa de capturar a alma do mendigo Francisco, embora essa tentativa foi frustrada, pois uma multidão de anjos levaram-na diretamente para o céu. O senhor Landolfo sem acreditar mandou por parte de Deus que o demônio contasse sobre a santidade de São Francisco. O demônio então respondeu: “Ele, Deus Pai, estava tão indignado contra os pecadores do mundo, que em breve parecia a definitiva sentença e exterminar o mundo se não se corrigissem. Mas Cristo, seu Filho, suplicando pelos pecadores, prometeu renovar a sua vida e sua Paixão em um homem, isto é, em Francisco. E então, para mostra ao mundo que isto ele tinha feito em São Francisco quis que os estigmas de sua Paixão, os quais tinha impressos em seu corpo em sua vida”. Portanto, o Cristo renovou seus estigmas no Frei Francisco. Mas como isso aconteceu? E como São Francisco sentiu as mesmas dores e os mesmos amores que o próprio Cristo?
Tudo começou no ano de 1224 quando São Francisco de Assis estava na região de Monte Feltro onde se realizava uma grande festa no castelo de um nobre daquela região. Acompanhando o Francisco estava o Frei Leão que propõe que os dois se dirijam para o castelo para que seja possível que lá eles conquistem alguns frutos espirituais com suas pregações. Com suas palavras de exemplos de santos e santas da Igreja que foram mártires na história ele conquistou a atenção de um dos nobres que ali estavam, o senhor Orlando de Chiusi que ficou admirado com as palavras do Santo Frei. Ao final da pregação de Francisco, o senhor Orlando foi até o Frei e lhe pediu que tivessem uma conversa para que fosse possível salvar sua alma. Então Francisco pediu-lhe que o procurasse após a festa para que pudessem ter essa tal conversa. Depois da festa lá estava o senhor Orlando com São Francisco que após a conversa e os conselhos do Santo estigmatizado ficou muito agradecido. “ Tenho na Toscana um monte devotíssimo que se chama monte Alverne; o qual é muito solitário e muito apropriado para quem quiser realizar penitência” ofereceu o senhor Orlando a São Francisco que muito agradecido louvou primeiramente a Deus e depois ao senhor Orlando. Então São Francisco volta a Santa Maria dos Anjos e manda dois irmãos irem falar com o senhor Orlando para que mostre onde era o Monte. E assim se fez e eles foram e acharam um ótimo lugar para ficar voltando para Santa Maria dos Anjos, afirmando que tinham achado um lugar perfeito.
Na Quaresma, São Francisco e alguns irmãos da Ordem decidiram ir para Monte Alverne para fazer morada no lugar recém-recebido. Sem se preocupar com o que iriam comer onde iriam dormir, Francisco ofereceu à Jesus Crucificado toda a peregrinação que eles fariam até o Monte. Mendigariam um pouco de pão e descansariam no lugar que Deus assim preparasse para eles. Já na primeira noite eles alcançaram um lugar de estádia para frades e ali ficaram. Só que na segunda noite, pelo cansaço e pelo mau tempo eles não conseguiram alcançar nem lugar de estalagem e então encontraram uma igreja abandonada onde ficariam. Quando todos estavam dormindo São Francisco pôs-se a orar. E foi ali que uma legião de demônios travou uma batalha com o santo Frei puxando-o, ameaçando-o e tentaram de todos os modos atrapalhar suas orações. Contudo, Deus estava com ele e, portanto não conseguiram. “ Ó espíritos danados, vós nada podeis senão o que a mão de Deus permite... Deus vo-lo digo: que façais no meu corpo o que Deus vós permite, contanto que eu o suporte de boa vontade” o que nosso Pai Seráfico passou foi aceito de boa vontade, pois para Francisco o sofrimento terreno o pouparia do sofrimento no outro mundo. De forma semelhante a isso nota-se que a mesma entrega de coração e alma por Jesus Cristo no monte das Oliveiras. “ E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém o que eu quero, mas o que ti queres” – Mateus 14,36. Jesus aceitou o sofrimento que ele sentia em seu peito e do destino que O Senhor tinha traçado para Ele. Assim foi dentro do coração de Francisco que aceitou o sofrimento e as batalhas enfrentadas com os demônios se assim fosse da vontade de Deus. Após esses fatos os irmãos encontraram o Pai Francisco rezando e chorando em voz alta a Paixão de Cristo como se ele próprio estivesse aos pés da Cruz.
Ao raio do sol todos se puseram a andar, mesmo Francisco estando cansado. Foi através da ajuda de um camponês com seu asno que eles chegaram finalmente ao monte Alverne. Lá eles puderam montar uma moradia com o auxílio do senhor Orlando que logo que soube da chegada de São Francisco foi vê-lo. Com alguns dias em Monte Alverne, São Francisco começou a ensinar a todos os freis que ali estavam, além dos leigos que iam visita-lo. Chegando perto da festa da Santa Cruz ele pediu a todos que fosse respeitado a decisão dele de passar a festa sozinho e distante que apenas Frei Leão fosse até ele para dar um pouco de água e pão quando fosse necessário. 
Passando os dias solitário no seu lugar de oração e contemplação, São Francisco pode encher-se mais do regaço do Senhor até o momento em que finalmente ele estaria pronto para receber os sacro santos estigmas. Isso aconteceu no período entre a madrugada e a manhã, quando Francisco acorda e vai até um canto do Monte e prostra-se de joelhos e pede a Jesus: “Ó Senhor Jesus, duas coisas eu te peço: a primeira é que em vida eu sinto na alma e no corpo, quanto for possível aquela dor que tu, doce Jesus, suportaste na hora da tua Paixão; a segunda é que eu sinta no meu coração o quanto for possível, aquele excessivo amor do qual tu estavas inflamado para de boa vontade suportar tal Paixão”. Com essas palavras São Francisco aceita a renovação da Paixão em seu corpo e sua alma e , assim como Cristo Crucificado, através da impressão dos santos estigmas ele sentirá as mesmas dores que Cristo sentiu como também sentirá o mesmo amor pelos pecadores salvos como a entrega do Cordeiro Divino.
E todo Monte Alverne foi iluminado como se o sol já tivesse saído do seu sono. Contudo, era um Serafim que tinha descido do céu e no voo rasante aproximou-se do Santo Frei com a imagem do Cristo Crucificado. Vendo aquilo tudo, Francisco ficou admirado e lhe foi revelado pelo próprio Cristo que não por martírio carnal, mas por incêndio mental que similarmente a Cristo, Francisco deveria passar as dores de sua Paixão. E assim se fez, Cristo revelou os motivos para São Francisco porque ele estaria passando por tudo aquilo. “Dei-te os estigmas que são os sinas de minha Paixão, a fim de que sejas meu gonfaloneiro. E como no dia de minha morte desci ao limbo e tirei todas as almas que ali achei, assim te concedo que todos os anos no aniversário de sua morte você vás ao purgatório e de lá remova todas as almas de suas três Ordens em virtude dos teus estigmas. A fim de que tu me sejas conforme na morte como na vida”. E assim após as palavras de Cristo Crucificado, imediatamente foi cravado nas mãos e nos pés do Santo Frei os cravos da Paixão de modo que poderia passar um dedo entre as feridas e o seu lado direito foi aberto de tal maneira que o seu sangue e água mancharam sua túnica.  E foi assim que São Francisco recebeu os sacros santos estigmas de Cristo, pois o mundo precisava de uma renovação e foi através desse pobre homem que Cristo viu a manutenção de suas promessas.
Mas a missão de Francisco não termina aí. Mesmo debilitado pela Graça recebida, ele teve muito trabalho para realizar durante os dois anos que ainda viriam antes de sua morte. Foi através dos Santos Estigmas que Francisco operou milagres por onde passava e todos eram abençoados quando por ele eram tocadas, pois a Graça Divina fazia morada nele. As mesmas dores que Cristo passou na crucificação para que o martírio terreno poupasse a humanidade dos castigos no outro mundo e fazendo isso por um amor imenso aos homens entregando-se em holocausto como o cordeiro divino, passou Francisco. Jesus escolheu o mais humilde e pobre dos homens, mas que possuía uma enorme alma que poderia suportar tudo que passaria. Então sejamos gratos a Francisco, pois foi através dele que mais uma vez Jesus interviu pela humanidade e nos salvou do fim dos tempos. Como franciscanos somos muito felizes por ter como Pai Seráfico esse homem que desde o instante de sua conversão através da cruz de São Damião estava sendo preparado para esse momento de graça.

Vitor Luiz Amorim Santos -  Fraternidade Servos do Criador / SERGIPE








A bíblia é a palavra de Deus semeada no meio do povo, assim diz a música. Composta por 73 livros, a mesma se divide em duas partes, o antigo e o novo testamento.  Sendo assim o livro mais vendido no mundo e traduzido para vários idiomas, a bíblia nunca está desatualizada, é um livro contemporâneo, apresentando sempre uma mensagem atual ao leitor a qualquer tempo. Nesse texto veremos a sua importância para a vida do cristão, de modo especial para o nosso pai seráfico São Francisco.
No principio, Deus criou o céu e a terra. Gn 1,1 ... Assim começa a sagrada escritura falando do começo da humanidade e de todas as benfeitorias de Deus. Iniciando pelo livro Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué e Juízes que fazem parte da origem dos Reis, em seguida vem mais 7 livros que fazem parte Dos Reis de Israel, e o Exílio, são eles: Rute, Samuel I, Samuel II, Reis I, Reis II, Crônicas I e Crônicas II. Portanto, nesses livros vemos as criações de Deus e suas obras.  Daí dar-se o início dos fatos após o Exílio na Babilônia. Composto também por 7 livros: Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester, Macabeus I e Macabeus II.
Após a construção do Antigo testamento com os livros acima descritos, surgem os livros com caráter mais poético, os livros das orações e dos ensinamentos de Deus ao seu povo, Livros Sapienciais, a saber são eles: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cânticos, Eclesiástico (ou Sirac) e Sabedoria, depois desse livros,começam os livros que vem falar da pregação e do ensinamento das escrituras sagradas, os livros do Profetas Menores: Isaías, Jeremias, Lamentações, Baruc, Ezequiel e Daniel, depois desses livros, continuam os livros que falam das pregações e das alianças de Deus para com o seu povo, 12 livros vem falar sobre esse período, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias. Depois de passar por todos esses livros, acaba o antigo testamento, começando assim o novo testamento.
O novo testamento, já no inicio, vem falar dos evangelistas, que são 4 Mateus, Marcos, Lucas, João, estes escritos vêm detalhar a passagem de Jesus na terra, demonstrando toda a simplicidade e sabedoria, do nosso senhor Jesus. Ao passar por esses livros, temos o livro dos Atos dos Apóstolos, que nos apresenta as vivencias dos apóstolos com Jesus. 
São Paulo depois do seu processo de conversão começa a escrever cartas aos povos de sua região, desse modo surgiram 14 livros, Carta aos Romanos, Coríntios I e II, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, Tessalonicenses I e II, Timóteo I e II, Tito, Filemon, Hebreus. Indo no caminho de São Paulo, alguns outros Apóstolos também escreveram cartas formando 8 livros, estas foram: Carta de Tiago, Pedro I e II, João I, II e III, Judas, Apocalipse. Assim é composta a bíblia adotada pela Igreja Católica.

O nosso Pai seráfico São Francisco, tinha a bíblia, como a sua maior arma aqui na terra, temente a Deus e suas obras, Francisco era propagador da palavra de Deus, levando a boa nova, por onde passava.  O conhecimento de Francisco sobre as Escrituras acontece na prática da vida. Das contínuas reflexões que vai realizando e daquilo que ouve nas liturgias. Era a forma mais comum para uma pessoa poder compreender e ter acesso à Palavra de Deus. Esse foi o caminho usado por São Francisco que possuía um ouvido atento para compreender a palavra que lhe era dirigida. Francisco tinha desenvolvido em sua vida o senso prático das coisas, mas essa sua praticidade estava ancorada numa vida de oração e meditação.
“Embora não tenha tido nenhum estudo, o santo aprendeu a sabedoria do alto, que vem de Deus, e iluminado pelos fulgores da luz eterna, não era pouco o que entendia das Sagradas Escrituras. Sua inteligência purificada penetrava os segredos dos mistérios, e, onde ficava fora a ciência dos mestres, entrava seu afeto cheio de amor. Lia, às vezes, os livros sagrados, e o que punha uma vez na cabeça ficava indelevelmente gravado em seu coração. Usava a memória no lugar dos livros, porque não perdia o que ouvia uma vez só, pois ficava refletindo com amor em contínua devoção. Dizia que esse modo de aprender e de ler era muito vantajoso, sem ter que folhear milhares de tratados. Era um verdadeiro filósofo porque não preferia coisa nenhuma mais que a vida eterna. Afirmava que passaria facilmente do conhecimento de si mesmo para o conhecimento de Deus aquele que estudasse as Escrituras com humildade e sem presunção. Era frequente resolver oralmente as dúvidas de algumas questões, porque, embora não fosse culto nas palavras, destacava-se vantajosamente na inteligência e na virtude (SÃO FRANCISCO DE ASSIS,1988, p. 360). ”
São Francisco era tão fiel às sagradas escrituras que não só guardava em sua memória e coração as palavras sagradas, como fazia destes ensinamentos a sua própria vida. Ecoa no tempo as sábias palavras do Pobrezinho de Assis: Pregue o Evangelho em todo tempo. Se necessário, use palavras. ”


Henrique Cavalcanti – Formador Local
Fraternidade Espelho de Clara – Camela – Ipojuca – PE
Regional NE B1(PE/AL)



SANTA ROSA DE VITERBO: EXEMPLO DE JOVEM E DEVOÇÃO

"Em Santa Rosa, vemos um exemplo dessa adesão generosa e total à chamada divina. Em sua curta vida, a convicção heroica com a qual era capaz de aceitar em sua vida a Palavra de Deus nos torna conscientes da extensão e intensidade com que ela viveu a sua lealdade incondicional de Deus. (João Paulo II).


Volta e meia é importante relembrar um pouco da história de uma santa muito venerada na Igreja Católica e principalmente por nós, franciscanos e jufristas, afinal, a Santa Rosa de Viterbo é a Santa Padroeira da Juventude Franciscana. Então, vamos relembrar um pouco a história dessa menina, que apesar do pouco tempo que permaneceu entre nós, foi abençoada com uma espiritualidade franciscana inigualável. 
Apesar de se ter pouca certeza acerca da vida de Rosa, acredita-se que ela nasceu por volta de 1234 na cidade de Viterbo; seus pais, cristãos fervorosos, tiveram importante influência em sua fé, principalmente sua mãe, que trabalhava com as Irmãs Clarissas e foi no mosteiro das Irmãs que Rosa se aproximou e apaixonou pelo ideal franciscano. Além disso, Rosa tinha profunda devoção ao Senhor e à Virgem Maria. Entretanto, o que tornou Rosa notável e memorável foi o dom que possuía de fazer milagres desde muito pequena; por volta dos doze anos Rosa ingressou na Ordem Terceira de São Francisco, por conta de uma visão em que Nossa Senhora lhe determinava.
Depois de um tempo, a cidade de Viterbo se viu governada pelo imperador Frederico II, o qual negava a autoridade do Papa e o poder do sacerdote em perdoar os pecados e consagrar. Diante disso, Rosa mais uma vez teve uma visão, onde via Cristo com o coração em chamas; decidiu então sair pela cidade a pregar com o crucifixo. O prefeito decidiu condenar ela e sua família ao exílio e no dia 5 de dezembro 1251, um anjo lhe visitou e revelou que o imperador Frederico II morreria em uma semana, o que de fato aconteceu. No dia 6 de março de 1252, sem agonia, ela morreu. No mesmo ano o Papa Inocêncio IV solicitou o processo de canonização para Rosa e cinco anos depois mandou exumar o corpo, o qual ainda estava intacto para a surpresa de todos. Ela acabou sendo canonizada pelo povo, pois o processo nunca foi promulgado, apesar da Igreja e o Papa não negarem sua canonização.
Santa Rosa de Viterbo é festejada no dia de sua morte, 6 de março, junto com o dia do jufrista, mas também é lembrada dia 4 de setembro, data a qual se comemora o dia do seu translado para o mosteiro de Clarissas de Santa Rosa, em Viterbo, Itália. Santa Rosa reúne uma quantidade de devotos significativa ao redor do mundo, afinal, foi uma jovem revolucionária e esperançosa para sua época, portanto não é de se estranhar que seja a Padroeira dos Jovens Franciscanos Seculares. Assim, nesse 4 de setembro proponho a todos nós jufristas refletir a importância da existência de Rosa e o quanto devemos nos espelhar no jeito perseverante que via o mundo e a fé inabalável que possuiu.

                        
                        Por Amanda Corrêa Rocha – Formadora Regional Sul 3.


REFERÊNCIAS