Blog de Formação



Introdução
Coordenador (a): Todos os Santos e Todas as santas buscaram Cristo como primícias e por isso são lembrados hoje pela Igreja que caminha na terra. É também verdade que as fileiras da Cristandade que receberam a graça divina da santificação passaram antes pela escola de Maria e nutriram grande devoção à Virgem.  Não é por menos que a Igreja a considera rainha dos patriarcas, dos apóstolos e dos mártires como se pode observar na ladainha de nossa senhora.

Objetivo:
Levar o/a  jovem franciscano/a à uma maior intimidade com Cristo através da reflexão e vivência da verdadeira devoção cristã à Maria, assim como fez e ensinou São Francisco de Assis.

Material Necessário
Bíblia, imagem de Maria, Um Crucifixo, tecido azul, flores naturais ou de plástico, um terço.

Ambientação
Estenda o tecido azul, em seguida ponha o crucifixo em um ponto central, ao lado da cruz coloque a imagem de Nossa Senhora, disponha as flores ao redor das imagens ou em um vaso, coloque o terço sobre o tecido. Se houver habilidade para confecção deu um terço em tamanho grande com objetos reciclados é interessante fazê-lo.

Acolhida
Deseje Paz e bem às pessoas presentes. Se possível deixe tocando, em volume baixo, uma música de fundo (de preferência música instrumental ou canto Gregoriano). Espere que todas elas se acomodem. Comece invocando a santíssima Trindade com o sinal da cruz.
Ver
Coordenador (a): Sendo Francisco um grande santo, utilizando a lógica básica, podemos afirmar que o mesmo também passou pela escola de Maria. Toda a história de vida do pobre de Assis e do Carisma que ele criou é perpassada pela figura da Mãe de Cristo.
Leitor(a) 1: O habito franciscano sempre acompanhado do cordão com os 3 nós representando os votos e o rosário sempre ali, pronto para ser rezado.  A pequena igreja de Santa Maria do Anjos, hoje Basílica, foi o palco onde a Ordem dos frades iniciou, Santa Clara fundou sua ordem e os Terceiros se organizaram. Foi lá em Santa Maria dos Anjos que Francisco teve a graça do Perdão de Assis e passou desta vida à eternidade.




Leitor(a) 2: A Ligação afetiva com este lugar reflete uma devoção mui particular que nosso patriarca desenvolveu pela Senhora da Igreja. Maria, mulher de oração e silêncio, sempre atenta aos sinais, sempre humilde; Maria sempre pronta para servir ao projeto de Cristo; Maria de imensa coragem, mãe que o próprio cristo -aos pés da cruz - deu ao seu povo, moldou o carisma de Francisco.
  Leitor(a) 3:  A regra da Ordem Fraciscana Secular, que é o ponto de chegada das etapas de formação da JUFRA, no capítulo 9 vai dizer sobre Maria: " Que os Franciscanos Seculares testemunhem a ela seu ardente amor pela imitação de sua incondicionada disponibilidade e pela prática de uma oração confiante e consciente."

Iluminar
Cante em grupo a música "Maria de Nazaré", escrita por Padre Zezinho.

Maria de Nazaré, Maria me cativou
Fez mais forte a minha fé
E por filho me adotou
Às vezes eu paro e fico a pensar
E sem perceber, me vejo a rezar
E meu coração se põe a cantar

Pra Virgem de Nazaré
Menina que Deus amou e escolheu
Pra mãe de Jesus, o Filho de Deus
Maria que o povo inteiro elegeu
Senhora e Mãe do Céu

Ave Maria, Ave Maria, Ave Maria, Mãe de Jesus!



Maria que eu quero bem, Maria do puro amor
Igual a você, ninguém
Mãe pura do meu Senhor
Em cada mulher que a terra criou
Um traço de Deus Maria deixou
Um sonho de Mãe Maria plantou

Pro mundo encontrar a paz
Maria que fez o Cristo falar
Maria que fez Jesus caminhar
Maria que só viveu pra seu Deus
Maria do povo meu
ler a passagem de  Lucas 1, 34-55

Agir

Se o grupo for grande, divida-o da maneira mais proporcional e peça que em 10 minutos pontuem o que mais consideram importante. Após isso, debata em 20 minutos os pontos levantados. Contudo, se o grupo for pequeno peça que cada pessoa elenque os pontos, em seguida faça o debate no grande grupo.
 Perguntas que podem nortear o diálogo: Maria é Mãe da Igreja?  Qual o culto a Igreja presta a Maria? O que Francisco pregava sobre Maria? Estamos sendo como   Maria em nossa vida de Cristão?

Celebrar
 Peça para que aquelas pessoas com vontade exponham uma intenção particular e reze uma Ave Maria pelos pedidos.




Cante a música Acaso não Sabeis, da Banda Colo de Deus
Eu me consagro a Ti
Mãe de Deus e minha
Eu me consagro a Ti
Mestra e Rainha

Eu me consagro a Ti
Mãe de Deus e minha
Eu me consagro a Ti
Mestra e Rainha

Acaso não sabeis
Que eu sou da Imaculada?
Acaso não sabeis
Tenho uma advogada?

Só quem já foi órfão
Sabe o valor do amor de mãe
Só quem já foi órfão
Sabe o valor do colo de mãe

Só quem já foi órfão
Sabe o valor do amor de mãe
Só quem já foi órfão
Sabe o valor do colo de mãe




Eu me consagro a Ti
Mãe de Deus e minha
Eu me consagro a Ti
Mestra e Rainha

Eu me consagro a Ti
Mãe de Deus e minha
Eu me consagro a Ti
Mestra e Rainha

Acaso não sabeis
Que eu sou da Imaculada?
Acaso não sabeis
Tenho uma advogada?

Só quem já foi órfão
Sabe o valor do amor de mãe
Só quem já foi órfão
Sabe o valor do colo de mãe

Só quem já foi órfão
Sabe o valor do amor de mãe
Só quem já foi órfão
Sabe o valor do colo de mãe


    


Oração Final:
Sabendo que a devoção mariana não se trata de idolatria, nem adoração, que a igreja não nos ensina adorar nada além de Deus finalizemos nosso encontro rezando a oração mais antiga que a comunidade cristã tem notícias. Peçamos, assim como quem trilhou o caminho de Jesus milhares de anos antes de nós, ajuda para seguir cada dia mais perto de Cristo.

Sob vossa proteção  (Sub tuum praesidium)
“Sob tua proteção nos refugiamos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita. Amém. "


Matheus Mariano
Secretário de Formação 
Fraternidade Mundo Novo - Cabo de Santo Agostinho/PE

Evangelizar a partir da Fraternidade significa acreditar sempre a partir da força comum, ter uma fé alteritária: meu irmão e minha irmã têm valor, e por isso preciso recuperar a beleza e a dignidade do projeto humano. As pessoas formam o coração de toda experiência. Sair da Fraternidade, ir para o mundo e retornar para a Fraternidade, sempre revelando com clareza, uma Identidade Franciscana que é amar a tudo e a todos, transformando tudo em Alguém para alguém. Viver esta dimensão a partir do carisma específico, inspirados de um modo cristão, franciscano e em missão.
Prestar um serviço a toda humana criatura por amor a Deus. Não como um ser estranho ao mundo, mas como um ser fraternalmente encarnado. Encarnar-se é estar junto, morar junto, andar junto, tomar a mesma forma. O lugar da evangelização de Jesus não é o notebook, mas as ruas e estradas da Palestina. Evangelizar é morar franciscanamente no lugar da missão. Francisco de Assis viveu numa época onde já existia uma determinação socioeconômica das convivências. O urbano, a sociedade burguesa, a nobreza e a pobreza andavam pela mesma rua protegendo-se do contágio uma da outra. O centro da cidade é a catedral e a feira. Francisco de Assis surge e transita como um valor impactante em meio a tudo isto. Filho de um pai que lhe ensinou o caminho da posse de dons e de bens materiais, ele vai viver a experiência de ser mendigo.
A escola é o endereço que reúne todos na unidade e na diversidade. O mercado determina o status quo. A educação não é para todos de um modo igual, e o contágio vem do consumo. Tem o que é visto e o que não é percebido. O que não é visto e não entra nas possibilidades, é transformado em leproso e colocado para fora dos muros das convivências. O centro do mundo hoje é a empresa, a escola e o shopping.
Devemos estar a serviço das pessoas como menores e súditos de todos (1Cel 31). Nós não evangelizamos desconhecidos, mas evangelizamos irmãos e irmãs. Hoje, temos uma geração de nativos digitais, que usam e sabem que as novas mídias são importantes, porém a evangelização é um corpo a corpo, pessoa a pessoa. Ir de casa em casa (LTC 41). Para o nosso alunado, a escola é a casa onde eles passam boa parte de seu dia e seu tempo.
Ir com a força do grupo que somos. O que somos? Uma Frente de Evangelização na Educação. É esta força corporativa que evangeliza e não o eu sozinho. A atuação evangelizadora não é um privilégio isolado, mas sempre ir em nome da Fraternidade.
Imagem ilustrativa: Piero Casentini, pintor italiano contemporâneo.
*Frei Vitório Mazzuco, OFM
Fonte: Instituto Teológico Franciscano
https://noscaminhosdefrancisco.wordpress.com/2018/04/25/evangelizar-a-partir-da-fraternidade/



ANO DO LAICATO
“Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14)



MATERIAL NECESSÁRIO + AMBIENTAÇÃO
- Rolo de barbante para dinâmica
- Bíblia, Cruz/Imagem de Cristo e Vela para organizar uma referência visual no centro da roda (organizar as cadeiras em círculo)
- Cartaz do Ano do Laicato e/ou imagens que representem a atuação leiga também para compor o centro da roda
- Se tiver quadro na sala ou a possibilidade de colocar cartolinas na parede, escrever tema e lema do Ano do Laicato

OBJETIVOS
- Expor a motivação que moveu a CNBB a propor a temática do Ano do Laicato;
- Refletir sobre o papel dos leigos;
- Motivar para a ação transformadora individualmente, na Igreja, mas principalmente na sociedade.

INTRODUÇÃO
Durante um ano a Igreja no Brasil celebra, no período de 26 de novembro de 2017, Solenidade de Cristo Rei, à 25 de novembro de 2018, o “Ano do Laicato”. Tendo como tema “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5,13-14).
Como leigos, interpelados a viver a santidade no mundo, somos instados pelo Espírito Santo a cultivar com solicitude a vida interior, para que possamos mover e abalar o mundo por meio do amor de Deus!
Como Juventude Franciscana, estamos especialmente inseridos neste contexto... Nós, jovens seguidores de Francisco, somos protagonistas nas transformações, por isso devemos ter certeza e confiança na nossa vocação para seguirmos ativamente o plano de Deus para nós!
Para isso, devemos continuar contribuindo cada vez mais para a renovação da Igreja de Cristo e para que seja cada vez maior sua atuação no mundo. Neste ano, de forma especial, vamos, juntos, intensificar o seguimento do chamado de Cristo Crucificado a Francisco: “Vai e reconstrói a minha Igreja”!

VER
Condutor(a): Para que iniciar nossa reflexão sobre o Ano do Laicato, vamos ler em conjunto trechos do Documento 105 da CNBB que podem nos orientar a respeito do cumprimento do missão que Deus destina aos leigos.
Leitor 1: “Como cristãos, somos chamados a viver como discípulos de Jesus Cristo no nosso dia a dia. A partir da sua vocação específica os cristãos leigos e leigas vivem o seguimento de Jesus na família, na comunidade eclesial, no trabalho profissional, na multiforme participação na sociedade civil, colaboração assim na construção de uma sociedade justa, solidária e pacífica, que seja sinal do Reino de Deus inaugurado por Jesus de Nazaré” (número 11).
Leitor 2: “Queremos recordar e insistir que o primeiro campo e âmbito da missão do cristão leigo é o mundo. A realidade temporal é o campo próprio da ação evangelizadora e transformadora que compete aos leigos. [...] A vocação específica do leigo, impregnado do Evangelho, é estar no meio do mundo à frente de tarefas variadas da ordem temporal” (número 63)
Leitor 3: “A Igreja vive dentro deste mundo globalizado, interpelada a um permanente discernimento. O desafio do cristão será, sempre, viver no mundo sem ser do mundo (Jo 17, 15-16), examinar tudo e ficar com o que é bom (1Ts 5, 21). Sua missão é construir o tempo presente, na perspectiva do Reino que já está entre nós, mas que sempre há de vir como graça que não se esgota em nenhuma das conjunturas históricas” (número 78).
Leitor 4: “Os cristãos são chamados a serem os olhos, os ouvidos, as mãos, a boca, o coração de Cristo na Igreja e no mundo. Esta realidade da presença de Cristo é explicitada na imagem proposta por Paulo, a de que a Igreja é Corpo de Cisto (1Cor 12, 12-30; Rm 12, 4-5). Cristo vive e age na Igreja, que é seu sacramento, sinal e instrumento” (número 102).
Leitor 5: “A igreja é a comunhão de libertos para uma vida nova, para o serviço, em harmonia e respeito. Ela é chamada a testemunhas uma convivência humana renovada, em relações fraternas, em comunhão libertadora. A verdadeira comunhão cristã gera autonomia, liberdade e corresponsabilidade; por sua vez, estas são necessárias para a autêntica comunhão (Gl 2,1-2.9.11). É na Igreja e como Igreja que o cristão leigo vivencia a liberdade, a autonomia e a relacionalidade” (número 126).
Leitor 6: “Pela força do Espírito, a ação da Igreja é direcionada para fora de si mesma como servidora do ser humano, testemunha do amor de Deus revelado em Jesus Cristo e sinal do Reino de Deus. A Igreja “em saída”, como define o Papa Francisco é a Igreja da ação renovadora de si mesma, das pessoas e do mundo, em estado permanente de missão. Como membros da Igreja e verdadeiros sujeitos eclesiais, os cristãos leigos e leigas, a partir de sua conversão pessoal, tornam-se agentes transformadores da realidade” (número 243).

ILUMINAR
Condutor(a): Será iniciado, agora, o momento de reflexão e partilha sobre o conteúdo conversando até aqui. Então, vamos pedir a Deus para que faça nosso coração se abrir à leitura da palavra e, dessa forma, possamos entender qual a missão que Ele quer nos passar neste encontro.
Leitura da palavra: Mt 5, 13-16 - “Sal e Luz”, trecho do qual foi retirado o versículo usado como lema do Ano do Laicato. 

AGIR
·         Depois da leitura, convidar a fraternidade a meditar sobre a importância da passagem e, a partir disso, extrair desafios concretos:

Condutor(a): Considerando que a ação evangelizadora inclui sempre a Igreja, a sociedade e cada sujeito individualmente, vamos refletir sobre como pode ser a efetiva atuação das leigas e dos leigos para que se estabeleça no mundo a civilização do amor e da paz, que, como indicou o Beato Paulo VI, deve inspirar a vida cultural, social, política e econômica do nosso tempo. Vamos, durante este primeiro momento, responder apenas mentalmente duas perguntas:
1)    Como deve ser a atuação de um(a) leigo(a) que acredita na verdade de Cristo e se propõe a colaborar com o projeto de Deus?
2)    O que eu faço para ser um agente de transformação no mundo?

·         Para o tempo de reflexão individual e meditação acerca da relação da leitura bíblica com o que foi exposto sobre o papel das leigas e leigos, pode ser tocada uma música.

Sugestão: “Vejam, eu andei pelas vilas”


1)Vejam, eu andei pelas vilas,
apontei as saídas,
Como o Pai me pediu,
Portas, eu cheguei para abri-las
Eu curei as feridas como nunca se viu

Por onde formos também nós,
Que brilhe a tua luz
Fala Senhor a nossa voz,
em nossa vida
Nosso caminho então conduz,
queremos ser assim
Que o Pão da Vida nos revigore
no nosso Sim!

2) Vejam, fiz de novo a leitura,
das raízes da vida
Que meu Pai vê melhor.
Luzes, acendi com brandura,
para ovelha perdida
Não medi meu suor. Refrão

3) Vejam, procurei bem aqueles,
que ninguém procurava
E falei de meu Pai.
Pobres , a esperança que é deles,
eu não quis ser escravo
De um poder que retrai. Refrão

4) Vejam, semeei consciência,
nos caminhos do povo
Pois o Pai quer assim
Tramas, enfrentei prepotência,
dos que temem o novo 
Qual perigo sem fim. Refrão

5) Vejam, eu quebrei as algemas,
levantei os caídos
Do meu Pai fui as mãos
Laços, recusei os esquemas,
eu não quero oprimidos /
Quero um povo de irmãos. Refrão



DINÂMICA PARA PARTILHA
Condutor(a): Depois deste tempo de reflexão individual, vamos partilhar de um jeito diferente as conclusões e pensamentos que tivemos.
Para isso, peço que todos fiquem em pé, em círculo. O primeiro irmão vai pegar o rolo de barbante e, ao dizer o que pensou no momento de meditação (sobre qual é o papel do leigo e o que faz para exercer essa vocação), vai jogar o rolo para o próximo irmão que também vai expor as suas reflexões, segurar o fio e jogar o rolo para o próximo irmão escolhido. Continua a dinâmica até o rolo retornar para a pessoa que começou.
·         Ao final, será formada uma “teia” que, para essa dinâmica será a Igreja, compreendida como “o povo de Deus” (CNBB, Doc. 105, n. 94)

Condutor(a): Agora que já conversamos sobre as possibilidades de atuações concretas dos leigos, convido os irmãos a pensarem e partilharem o que acham que representam estes fios e o que eles formaram.
·         Para conduzir a reflexão e guiar as partilhas, pode-se usar as conclusões sugeridas a seguir. No encontro possivelmente surgirão ainda outras que podem contribuir ainda mais para a motivação final.
Algumas possíveis conclusões:
1)    Solidez: O emaranhado de fios não é preso por nada físico, mas forma uma teia forte e complexa. Assim também é a nossa Igreja: uma realidade formada por um todo, não segundo a carne, mas segundo o Espírito Santo, que nos mantem unidos ao redor do mesmo propósito (seguir o Evangelho conforme nos ensinou Nosso Senhor Jesus Cristo).
2)    Diferenças: Cada fio tem uma extensão própria e foi colocado nessa teia em um momento diferente, assim também somos nós. A unidade da Igreja se realiza na diversidade: dos rostos, carismas, funções e ministérios ((CNBB, Doc. 105, n. 93). Porém a estrutura vai sempre se manter na mesma ideia (aqui, a teia, para nós, a primazia do amor – 1Cor 13), da qual surge a possibilidade de integrar organicamente a diversidade e o serviço de todos que querem exercer alguma função. Também as ações que realizamos são diversas (como testemunho, ética e competência na atividade profissional, serviços pastorais, atuação cultural e política etc) mas todas são igualmente importantes para a construção do todo.
3)    Movimento: Se não houvesse uma força que movesse o barbante, essa teia nunca iria se formar. Da mesma forma, devemos nos impulsionar para sermos agentes da transformação, para sermos a “Igreja em Saída”, como tanto nos pede o Papa Francisco. A partir da nossa conversão pessoal, podemos dar um “salto” e nos transformar em transformadores da realidade, que contribuirão efetivamente para o Reino de Deus.


MOTIVAÇÃO FINAL
Depois de refletirmos com base no documento construído pela CNBB e pensarmos também em nossa posição para efetivar os anseios da Igreja de Cristo, somos provocados a ir além.
Nos ensinam as escrituras: “Como bons administradores da multiforme graça de Deus, cada um coloque à disposição dos outros o dom que recebeu. Se alguém tem o dom de falar, fale como se fossem palavras de Deus. Se alguém tem o dom do serviço, exerça-o como capacidade proporcionada por Deus, a fim de que, em todas as coisas, Deus seja glorificado, por Jesus Cristo, a quem pertencem a glória e o poder, pelos séculos dos séculos.” (1Pd 4, 10-11).
Assim, que sejamos impulsionados pelo desejo de mudança de Francisco e tenhamos sempre o Evangelho como guia para atuar como verdadeiros agentes em busca da revolução do amor!
ORAÇÃO FINAL
(Sugestão: colocar em slides ou imprimir para todos)
Oração para o Ano Nacional do Laicato:
Ó Trindade Santa, / Amor pleno e eterno, / que estabelecestes a Igreja como vossa “imagem terrena”: Nós vos agradecemos / pelos dons, carismas, / vocações, ministérios e serviços / que todos os membros de vosso povo realizam / como “Igreja em saída”, / para o bem comum, / a missão evangelizadora / e a transformação social, /no caminho de vosso Reino. Nós vos louvamos / pela presença e organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil / sujeitos eclesiais, testemunhas de fé, / santidade e ação transformadora. Nós vos pedimos, que todos os batizados / atuem como sal da terra e luz do mundo: / na família, no trabalho, / na política e na economia, / nas ciências e nas artes, / na educação, na cultura e nos meios de comunicação; / na cidade, no campo e em todo o planeta, / nossa “casa comum”. Nós vos rogamos que todos contribuam/ para que os cristãos leigos e leigas / compreendam sua vocação e identidade, / espiritualidade e missão, / e atuem de forma organizada na Igreja e na sociedade/ à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres. Isto vos suplicamos / pela intercessão da Sagrada Família, / Jesus, Maria e José, / modelos para todos os cristãos. / Amém!

Paz e Bem!

Gabriela Consolaro Nabozny

Fraternidade Santíssima Trindade - Florianópolis/SC




Meus irmãos e irmãs da Juventude Franciscana, para que possamos viver e acompanhar com fervor e em fraternidade os últimos momentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, assim como fez nosso Pai Seráfico São Francisco, que propomos a vivência do Tríduo Pascal e disponibilizamos esse material. Trata-se de quatro celebrações, baseadas no Ofício Divino das Comunidades (ODC), são três celebrações para o tríduo e uma para a celebração da Páscoa, preparadas em conjunto com os secretários locais de Ação Evangelizadora do regional NE B1- PE/AL.
Além do roteiro do ofício temos também formações com explicações dos símbolos e das celebrações litúrgicas de cada um destes dias. Que devem ser passadas de forma simples aos irmãos, de preferência antes da realização do ofício. Fica a critério do irmão, que a passará, encontrar a melhor metodologia para este fim, complementando ou resumindo as informações que aqui se encontram.
É preciso destacar que estas celebrações não substituem as celebrações oficiais, com toda a Igreja. São antes preparatórias para essas, para que conscientes e com o coração preparado possamos melhor celebrá-las.
Desde já agradeço imensamente as irmãs que construíram comigo este material: Monise Oliveira, Juliana Cordeiro, Vanessa Benício e Isabella Antunes. Sem seus trabalhos este material não teria tomado forma desta forma.
Espero que possam aproveitar a vivência desse momento tão importante para nós cristãos católicos em suas fraternidades, motivem os irmãos a participar. É nossa missão cuidar da espiritualidade e espalhar a Boa-Nova. 
Marquem o horário de acordo com vossas realidades. Se não tiver como celebrar todos os dias, pelo menos a Sexta e o Domingo, não deixem de fazer, pois são dias consagrados à oração e à celebração. 
Leiam antes todo o material, pesquisem mais, aprendam as músicas, dividam as tarefas com os outros irmãos da fraternidade. Se preparem, estejam cheios para que possam transbordar e encher nossos irmãos com a espiritualidade e mística deste tão grande momento de nossa fé.

Desejamos a todos uma feliz Páscoa, cheia de Paz e Bem!!!

Maísa Joventino dos Santos
Secretária Regional para Ação Evangelizadora
JUFRA Regional NE B1- PE/AL

Monise Oliveira
Frat. Instrumentos da Paz Penedo/AL
(Quinta-feira Santa)
Juliana Cordeiro.
Frat. Beleza Simples
Pesqueira/PE
(Sexta-feira da Paixão)

Vanessa Benício
Frat. Mensageiros de Cristo Caruaru/PE
(Sábado Santo)

Isabella Antunes
Frat. Nossa Senhora de Fátima
Camaragibe/PE
(Domingo de Páscoa)



QUINTA-FEIRA SANTA
Dia do mandamento novo; do ministério da doação, do Lava-pés; da instituição da Eucaristia; da agonia no Horto das Oliveiras.
Símbolos para mística:  Mesa para ceia; Vinho; Pão; Vela; Bíblia.

Formação:
Na liturgia romana o Tríduo Pascal é ponto culminante: "não se trata de um tríduo preparatório para a festa da Páscoa, mas são três dias de Cristo crucificado, morto e ressuscitado. Tem início na celebração da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, na missa vespertina, terminando com o domingo de Páscoa”. São dias dedicados a celebrações e orações especiais.
Na Quinta-feira Santa comemoramos a última Ceia da páscoa hebraica que Jesus fez com os 12 apóstolos antes de ser preso e levado à morte na cruz. Durante esta ceia, Jesus instituiu a Eucaristia e o sacerdócio Cristão, prefigurando o evento novo da Páscoa cristã que haveria de se realizar dois dias depois. 
Depois do longo silêncio quaresmal, a liturgia canta o Glória. Ao término da liturgia eucarística, tiram-se as toalhas do altar-mor para indicar o abandono que o Senhor vai encontrar agora; a santa Eucaristia, que não poderá ser consagrada no dia seguinte, é exposta solenemente com procissão interna e externa a igreja e a seguir recolocada sobre o altar da Deposição até a meia-noite para adoração por parte dos fiéis.
Ele, o Mestre, deu testemunho do que dizia, manda amar a todos, ensina que é no lavar os pés: sujos, descalços, pobres, que se identificam os seus seguidores. Que amar aqueles que lhe amam é fácil, mas amar os inimigos, aqueles que comem na mesma mesa sem ser dignos dela, é ser diferente. Na missa desta tarde-noite, antecipa-se a entrega total na doação eucarística (Última Ceia). Celebramos o amor que se doa, na cruz e na glória. Mergulhamos, portanto, na sublimidade pascal. Tudo nesta Ceia-doação nos leva à descoberta do amor. É nesta missa que se inicia o Tríduo Pascal.

·         Ir em procissão, cantando o mantra (Indo e vindo, trevas e luz, tudo é graça, Deus nos conduz) para o local onde o ofício acontecerá. Caso o ofício seja feito assim que acabar a formação.
·         A formação também pode ser feita antes da missa e o ofício pode ser celebrado junto a Adoração que se sucede após a missa.
·         Fica a critério da realidade da fraternidade resolver a ordem das celebrações.

OFÍCIO DA AGONIA
CHEGADA: Silêncio, oração pessoal, mantra, ou adoração.
ABERTURA: (de joelhos, cantada)
- Vem, ó Deus da vida, vem nos ajudar! (bis)
Vem, não demores mais, vem nos libertar! (bis)
- Ó Deus santo e forte, imortal Senhor, (bis)
Tem compaixão de nós por teu grande amor! (bis)
- Venham vigiar, nos pede o Senhor... (bis)
Com Ele vigiemos, fiéis no amor! (bis)

RECORDAÇÃO DA AGONIA

Irmãos, nesta hora em que Cristo Jesus entrou em agonia no Horto das Oliveiras, recordemos todos aqueles que no mundo inteiro, a estas horas, se encontram angustiados, desesperados, quem sabe, porque a vida se tornou para eles um beco sem saída... Coloquemos aqui as nossas próprias angústias... Em tudo isso, é a própria agonia de Cristo que continua e se prolonga... Da boca de todos os angustiados do mundo, ouçamos, aqui e agora, a queixa que Jesus dirigiu a seus amigos: "Será que vocês não podem vigiar pelo menos uma hora comigo?"

SILÊNCIO

SALMO 31:

"Pai, tudo está consumado. Em tuas mãos entrego o meu espírito" (Lc 23,46).

Com Jesus na cruz, entreguemos nas mãos do Pai o grito de todos os condenados à morte.
Que o Senhor responda ao clamor dos sofredores.


(Cantado) Eu me entrego, Senhor, em tuas mãos/ e espero pela tua salvação!

1. Junto de ti, ó Senhor, eu me abrigo, não tenha eu de que me envergonhar; por tua justiça me salva e teu ouvido  ouça meu grito: "Vem logo libertar!"

2. Sê para mim um rochedo firme e forte,  uma muralha que sempre me proteja;  por tua honra, Senhor, vem conduzir-me, vem desatar-me, és minha fortaleza!

3. Em tuas mãos eu entrego o meu espírito, ó Senhor Deus, és tu quem me vai salvar; tu não suportas quem serve a falsos deuses, somente em ti, ó Senhor, vou confiar!

4. Por teu amor vou dançar de alegria, pois bem que olhaste pra minha opressão; não me entregaste nas mãos do inimigo, meus pés firmaste em boa posição.

5. Tem piedade, Senhor, deste oprimido, dói-me a vista, garganta e coração; a minha vida se acaba em tristeza, gemo e definho, meus anos lá se vão...

6. Meus opressores são tantos, que eu me acanho, de mim se enojam vizinhos e amigos; quem me encontra na rua vira a cara, sou feito um traste, de todos esquecido.

7. Por toda parte ouço gente cochichando, apavorado não sei pr'onde correr; eles se juntam e contra mim conspiram, estão tramando, já sei que vou morrer...

8. De minha parte, Senhor, em ti confio, tu és meu Deus, meu destino, em tuas mãos! Vem libertar-me de quantos me perseguem, por teu amor, faz brilhar tua salvação!

9. Não me envergonho, Senhor, de te implorar, envergonhados eu veja os malfazejos, emudecidos na região dos mortos, quem contra o justo só fala com desprezo!

10. Oh! Como é grande, Senhor, tua bondade! Publicamente abençoas quem te busca; tu os escondes em tua própria tenda, e das más línguas e intrigas os ocultas.

11. Bendito seja o Senhor que tanto fez, em meu favor maravilhas operou! Em minha angústia dizia: "Excluiu-me!" Mas tu ouviste meu grito e meu clamor.

12. Amai a Deus! O Senhor guarda os fiéis! Vão pagar caro os soberbos, seus rivais!... De coração sede firmes, corajosos, vós todos que no Senhor sempre esperais!

13. Glória a Deus Pai porque tanto nos amou, glória a Jesus que se deu por nosso bem, glória ao Divino, que é fonte deste amor, nós damos glória agora e sempre. Amém!


Aclamação – Louvor a vós ó Cristo, Rei da eterna glória.

EVANGELHO – Mateus, 26; 30 - 45

MEDITAÇÃO: Música de Rosa de Saron – Angústia suprema

Eu imagino o seu olhar
Eu o procuro no tempo
A última noite entre nós
Angústia ao extremo 
Sua alma entristeceu
Companhia adormeceu
Só a lua a iluminar
A angústia de um homem-deus
Prostrou-se em terra
Exprimiu suas aflições
Um anjo o consolava
E a tristeza o abalava
(refrão)
Foi na solidão sua maior dor
Suor e sangue, angústia e amor
Sua fé venceu a dor
Ao seu destino se entregou
A salvação seria
Tal qual Deus Pai queria
Repleto de amor
O sangue transpirou
PRECES:
1.    Senhor ouvis o clamor do vosso povo e vos compadeceis dos oprimidos e escravizados.
Todos: Cristo filho de Deus vivo tem pena de nós.
2.    Senhor fazei que experimentemos a libertação da cruz e a ressureição de Jesus.
3.     Senhor nos torne cada dia mais uma Igreja servidora e comprometida com a transformação das injustiças em nossa sociedade.
4.    Preces espontâneas...

Pai-Nosso.

ORAÇÃO:
Olha, ó Deus, com amor de mãe, esta tua família, pela qual nosso Senhor Jesus Cristo livremente se entregou às mãos dos inimigos e sofreu a torturada cruz. Piedade, Senhor, nós te pedimos. Por Jesus Cristo, Jesus, nosso Senhor. Amém!



SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO
Preparar o ambiente: Não pode ter flores, nem castiçais, sem toalhas, deixar no centro a cruz.
Motivação: Hoje nos reunimos para celebrar e reviver a paixão do Senhor. A Igreja contempla Cristo que, morrendo, se oferece como vítima ao Pai, para libertar toda a humanidade do pecado e da morte. Nós adoramos nesta celebração o mistério de nossa salvação e dispomos nosso coração na fé e no arrependimento, para que possamos ser curados e santificados pelo sacrifício de Cristo. Aos pés da Cruz, a Igreja em oração quer trazer as dores de toda a humanidade, para que o sangue precioso de Cristo possa curar todos os males e fazer crescer a semente do reino plantada pela sua Palavra, regada com seu sangue e cuidada com a força da sua Ressurreição.
Oração Inicial:
Oração a Nosso Senhor Jesus Cristo Crucificado
Eis-me aqui, ó bom e dulcíssimo Jesus, de joelhos me prostro em vossa presença e vos suplico com todo fervor de minha alma que vos digneis gravar no meu coração os mais vivos sentimentos de fé, esperança e caridade, verdadeiro arrependimento de meus pecados e firme propósito de emenda, enquanto vou considerando, com vivo afeto e dor, as vossas cinco chagas, tendo diante dos olhos aquilo que o profeta Davi já vos fazia dizer, ó bom Jesus: " Transpassaram minhas mãos e meus pés, e contaram todos os meus ossos".
Momento Formativo:
O Mistério da Cruz
        O Mistério da Cruz, o coração tem razões que a razão não compreende": Expressão da sabedoria popular que se usa para definir atitudes humanas indefiníveis. A mesma expressão deve valer, e com maior razão, para aceitarmos as "loucuras de amor" do coração de Deus no mistério da cruz. Por isso mesmo que é mistério: a inteligência entende menos a cruz que o coração. São "pensamentos do coração".
A cruz simboliza as duas direções que se cruzam do mandamento do amor: o amor a Deus na direção vertical e o amor ao próximo na direção horizontal. Pela primeira Carta do Apóstolo João (Uo 4,10), sabemos que antes de mandar amar, Deus nos amou primeiro. Em sua encíclica "Deus é Amor", o papa Bento 16 observa: "Agora o amor já não é apenas um mandamento, mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro" (n° 10). Antes de mandar amá-lo e amar o próximo, Ele ama. A cruz é o sinal que marca, envolve e acompanha a vida do cristão. Ela é sempre a forte lembrança da maior prova do amor de Deus pela humanidade: a entrega do Seu Filho único pela vida do mundo. A Eucaristia é mais do que simples lembrança do ato de amor. É a Sua presença duradoura, fonte e ápice da vida cristã, conforme a define o Concílio Vaticano II. A cruz só fala do amor. Olhar e não ver o que ela significa de amor é não ver sentido nela. Como os judeus, que só veem nela motivo de escândalo; como os pagãos, que só veem loucura, conforme testemunha São Paulo na primeira Carta aos Coríntios: "Pois o que é dito loucura de Deus é mais sábio do que os homens e o que é dito fraqueza de Deus é mais forte do que os homens" (ICor l, 25).Olhar a cruz e não ver que foi nela que Jesus Cristo, o amor encarnado de Deus, deu sua vida por nós é não ver o que viu o oficial romano que estava bem na frente da cruz na hora em que Jesus expirou: "De fato esse homem era mesmo o Filho de Deus" (Mc 15, 39). Olhar a cruz e não ver que nela se travou o verdadeiro duelo entre vida e morte com a vitória da vida é estar desamparado na fé segundo declaração do apóstolo Paulo: "Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé". Eis a mais bela lição da cruz na qual Jesus Cristo ofereceu por nós sua vida: a morte por amor não é negação da vida. É passagem, é Páscoa.
           Na Sexta-feira Santa, a liturgia da Igreja celebra o mistério da cruz fazendo-nos sentir o significado e o alcance dos sofrimentos de Jesus como Sumo Sacerdote da nova aliança: "Embora sendo Filho de Deus, aprendeu a ser obediente através de seus sofrimentos. E tornou-se a fonte de salvação eterna para todos que lhe obedecem" (Heb.5, 8-9).A sua experiência de "servo sofredor" era inseparável da sua experiência íntima com Deus. O momento comovente dessa celebração é a "adoração da cruz", exposta de modo encenado e com a participação dos fiéis. E; a cada vez que a cruz vai sendo desvelada, canta-se: "Eis o lenho da cruz do qual pendeu a salvação do mundo. Vinde adoremos!". A cruz não é um lenho que significa morte, mas vida. Hoje celebramos a morte do Senhor na cruz; hoje contemplamos sua cabeça coroa da de espinhos, suas chagas expostas e o lado do seu coração rasgado pela lança; hoje beijamos seu Corpo pendente na cruz; hoje consolamos sua Mãe dolorosa que nos foi dada por Ele mesmo como nossa mãe. A Igreja também canta nesse dia: "Salve, ó cruz, nossa esperança!" Porque, no primeiro dia da semana, manhã da Páscoa da nova aliança, como Ele mesmo havia predito, "o Filho do homem sofrerá muito, será entregue à morte, mas ao terceiro dia ressurgirá" (Mt 16, 21). Ele "retomará a vida que livremente ofereceu ao Pai" para caminhar vitorioso no meio de nós: "Eu estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo" (Mt28,20).Se me perguntarem: por que Jesus Cristo quis morrer na cruz? Responderei simplesmente: o coração de Deus tem razões que a inteligência humana não compreende.
A Paixão de Cristo em Francisco
         A encarnação do Verbo está ligada, para São Francisco, a outro grande mistério: Jesus Crucificado. Com o "mistério de Jesus Crucificado", Francisco entra na mais alta contemplação da Trindade. A vocação de Francisco nasce do chamamento a ele feito pelo Crucificado de São Damião. Ao Crucificado ele vai identificar-se tanto, a ponto de trazer dele os estigmas da crucifixão. A Cruz é, para São Francisco, o sinal do despojamento total do homem para encher-se de Deus. A meditação e a contemplação de Jesus Crucificado foram experiências que São Francisco foi buscar na própria Palavra de Deus. Parte ele do exemplo do próprio Cristo: "Ele tinha a condição divina, mas não se apegou à sua igualdade com Deus. Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo... humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente ate a morte, a morte de cruz!" (Fl 2,6-11).
           E o que é a Cruz para São Francisco? O que é, para ele, Jesus Crucificado? Certamente não é por masoquismo que São Francisco faz da cruz um ponto referencial na sua leitura da Palavra de Deus. Pelo contrário. Amou a cruz por uma compreensão profunda do seu significado e do seu "mistério" - tão desconhecido por nós. A cruz é o símbolo que melhor expressa a união dos opostos que precisa acontecer em toda vida saudável e madura. A cruz é um símbolo muito positivo quando consideramos a vida nova que dela brota. Sem a cruz não pode haver crescimento no amor ou maturidade, nem plenitude ou equilíbrio, nem vida e energia, nem relacionamento pessoal entre Deus e a humanidade.
O amor, a plenitude e a santidade só se tornam autênticos e ativos na presença de uma tensão sempre crescente".
          Foi isso que São Francisco compreendeu. Esse foi o significado que ele intuiu no mistério da cruz. Ele entendeu que a vivência em plenitude da Palavra de Deus e de seu Projeto só seriam possíveis mediante a tensão pessoal, uma catarse às vezes duramente conseguida, um conflito entre o querer o bem e se inclinar para o mal. A cruz é, então, o instrumento de purificação, de realização, de plenitude. A cruz não foi loucura para ele; foi símbolo de purificação e símbolo da dor também. Ela significa luta, sofrimento e até a morte. A crucifixão de Jesus representa o gesto de imenso amor de Deus que, para ser solidário conosco, assume a cruz, os sofrimentos, para ensinar que só dessa fonte é que jorra vida plena.
          Francisco expressou isso muito bem em sua famosa exclamação: "O amor não é amado!". A cruz não é para São Francisco o que é para nós: sinal de glória, de honra, ou símbolo cultural. Era, sim, instrumento de real e profunda meditação e contemplação, pois resume em si toda a ambivalência humana, toda tensão, toda procura, todo crescimento, toda realização, toda a vida." A cruz é a chave da história      humana e da história de cada um". Parece ser esse o sentido de toda a meditação de São Francisco sobre a Paixão do Senhor, bem como o sentido da VIA SACRA, instituição devocional bíblica, sem dúvida, inspirada na sua espiritualidade. São Francisco sempre guardou o espírito da quaresma por toda sua vida depois da conversão e podemos dizer que entendeu profundamente o mistério do Cristo Crucificado, afinal ele recebeu as chagas e foi merecedor. Irmãos e irmãs, meditemos com São Francisco e tantos outros santos e santas a Paixão de Jesus Cristo, nosso Salvador e irmão, que no seu amor nos tornou filhos de Deus. Que ao meditar sua Paixão, descubramos que nosso caminho é o do amor que dá a vida por seu irmão.
Extraído do livro "Leitura Franciscana da Bíblia", de Frei Mauro Strabeli, OFMCap - Centro Franciscano de Espiritualidade.
·         Sair em procissão com a Cruz, para o local onde o ofíco ocorrerá, com um profundo silêncio para entrarmos em clima de oração.


OFÍCIO DA CRUXIFICAÇÃO
1. CHEGADA - silêncio - ajoelhados(as)

2. ABERTURA (cantada)
V. Deus Santo, Deus Santo e forte,
Deus Santo e imortal:
R. Piedade, Senhor!
V. Tu que assumiste nossa carne,
R. Piedade, Senhor!
V. Lembra-te de nós em teu Reino,
R. Piedade, Senhor!
V. Deus Santo, Deus Santo e forte,
Deus Santo e imortal:
R. Piedade, Senhor!

3. RECORDAÇÃO DA CRUCIFIXÃO
"Quando chegaram ao lugar chamado Calvário (Caveira) crucificaram Jesus e os dois ladrões, um à direita e o outro à esquerda. Era meio dia e as trevas cobriram toda a região até as três da tarde" (cf. Lc 23,33 e 44).
Silêncio

4. SALMO 21 ou 30 (cantado)
Salmo 21:
— Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?
— Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

— Riem de mim todos aqueles que me veem,/ torcem os lábios e sacodem a cabeça:/ ao Senhor se confiou, ele o liberte/ e agora o salve, se é verdade que ele o ama!
— Cães numerosos me rodeiam furiosos/ e por um bando de malvados fui cercado./ Transpassaram minhas mãos e os meus pés/ e eu posso contar todos os meus ossos.
— Eles repartem entre si as minhas vestes/ e sorteiam entre eles minha túnica./ Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe,/ ó minha força, vinde logo em meu socorro!
— Anunciarei o vosso nome a meus irmãos/ e no meio da assembleia hei de louvar-vos!/ Vós, que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores,/ glorificai-o, descendentes de Jacó,/ e respeitai-o, toda a raça de Israel!
Salmo 30:
— Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.
— Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.

— Senhor, eu ponho em vós minha esperança;/ que eu não fique envergonhado eternamente!/ Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito,/ porque vós me salvareis, ó Deus fiel.
— Tornei-me o opróbrio do inimigo,/ o desprezo e zombaria dos vizinhos,/ e objeto de pavor para os amigos;/ fogem de mim os que me veem pela rua./ Os corações me esqueceram como um morto,/ e tornei-me como um vaso espedaçado.
— A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio,/ e afirmo que só vós sois o meu Deus!/ Eu entrego em vossas mãos o meu destino;/ libertai-me do inimigo e do opressor!
— Mostrai serena a vossa face ao vosso servo,/ e salvai-me pela vossa compaixão!/ Fortalecei os corações, tende coragem,/ todos vós que ao Senhor vos confiais!

Canto Aclamação ao Evangelho: Palavra de Salvação (ou a escolha).

EVANGELHO: Anúncio da Paixão de Cristo (Jo 18,1–19,42)

Narrador 1: Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo João.
Naquele tempo, 1Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. 2Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. 3Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. 4Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse:
Pres.: “A quem procurais?”
Narrador 1: 5Responderam:
Ass.: “A Jesus, o Nazareno”.
Narrador 1: Ele disse:
Pres.: “Sou eu”.
Narrador 1: Judas, o traidor, estava junto com eles. 6Quando Jesus disse: “Sou eu”, eles recuaram e caíram por terra. 7De novo lhes perguntou:
Pres.: “A quem procurais?”
Narrador 1: Eles responderam:
Ass.: “A Jesus, o Nazareno”.
Narrador 1: 8Jesus respondeu:
Pres.: “Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem”.
Narrador 1: 9Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito:
Pres.: “Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”.
Narrador 2: 10Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. 11Então Jesus disse a Pedro:
Pres.: “Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?”
Narrador 1: 12Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. 13Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. 14Foi Caifás que deu aos judeus o conselho:
Leitor 1: “É preferível que um só morra pelo povo”.
Narrador 2: 15Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo Sacerdote. 16Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. 17A criada que guardava a porta disse a Pedro:
Ass.: “Não pertences também tu aos discípulos desse homem?”
Narrador 2: Ele respondeu:
Leitor 2: “Não”.
Narrador 2: 18Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. 19Entretanto, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. 20Jesus lhe respondeu:
Pres.: “Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. 21Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse”.
Narrador 2: 22Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo:
Leitor 1: “É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?”
Narrador 2: 23Respondeu-lhe Jesus:
Pres.: “Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?”
Narrador 1: 24Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o Sumo Sacerdote. 25Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe:
Leitor 2: “Não és tu, também, um dos discípulos dele?”
Narrador 1: Pedro negou:
Leitor 1: “Não!”
Narrador 1: 26Então um dos empregados do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse:
Leitor 2: “Será que não te vi no jardim com ele?”
Narrador 2: 27Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. 28De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa. 29Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:
Leitor 1: “Que acusação apresentais contra este homem?”
Narrador 2: 30Eles responderam:
Ass.: “Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!”
Narrador 2: 31Pilatos disse:
Leitor 2: “Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei”.
Narrador 2: Os judeus lhe responderam:
Ass.: “Nós não podemos condenar ninguém à morte”.
Narrador 1: 32Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer.33Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe:
Leitor 1: “Tu és o rei dos judeus?”
Narrador 1: 34Jesus respondeu:
Pres.: “Estás dizendo isto por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?”
Narrador 1: 35Pilatos falou:
Leitor 2: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?”.
Narrador 1: 36Jesus respondeu:
Pres.: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”.
Narrador 1: 37Pilatos disse a Jesus:
Leitor 1: “Então, tu és rei?”
Narrador 1: Jesus respondeu:
Pres.: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.
Narrador 1: 38Pilatos disse a Jesus:
Leitor 2: “O que é a verdade?”
Narrador 2: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes:
Leitor 1: “Eu não encontro nenhuma culpa nele. 39Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos Judeus?”
Narrador 2: 40Então, começaram a gritar de novo:
Ass.: “Este não, mas Barrabás!”
Narrador 2: Barrabás era um bandido. 19,1Então Pilatos mandou flagelar Jesus. Ass.: 2Os soldados teceram uma coroa de espinhos e colocaram-na na cabeça de Jesus.
Narrador 2: Vestiram-no com um manto vermelho, 3aproximavam-se dele e diziam:
Ass.: “Viva o rei dos judeus!”
Narrador 2: E davam-lhe bofetadas. 4Pilatos saiu de novo e disse aos judeus:
Leitor 1: “Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum”.
Narrador 1: 5Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes:
Ass.: “Eis o homem!”
Narrador 1: 6Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:
Ass.: “Crucifica-o! Crucifica-o!”
Narrador 1: Pilatos respondeu:
Leitor 1: “Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum”.
Narrador 1: 7Os judeus responderam:
Ass.: “Nós temos uma Lei, e, segundo esta Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus”.
Narrador 2: 8Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. 9Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus:
Leitor 1: “De onde és tu?”
Narrador 2: Jesus ficou calado. 10Então Pilatos disse:
Leitor 1: “Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?”
Narrador 2: 11Jesus respondeu:
Pres.: “Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior”.
Narrador 2: 12Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam:
Ass.: “Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César”.
Narrador 1: 13Ouvindo essas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado “Pavimento”, em hebraico Gábata”. 14Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus:
Leitor 2: “Eis o vosso rei!”
Narrador 1: 15Eles, porém, gritavam:
Ass.: “Fora! Fora! Crucifica-o!”
Narrador 1: Pilatos disse:
Leitor 1: “Hei de crucificar o vosso rei?”
Narrador 1: Os sumos sacerdotes responderam:
Ass.: “Não temos outro rei senão César”.
Narrador 2: 16Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. 17Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado Calvário”, em hebraico “Gólgota”. 18Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. 19Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito:
Ass.: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”.
Narrador 2: 20Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. 21Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:
Ass.: “Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’, mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’”.
Narrador 2: 22Pilatos respondeu:
Ass.: “O que escrevi, está escrito”.
Narrador 2: 23Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto abaixo. 24Disseram então entre si:
Ass.: “Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será”.
Narrador 2: Assim se cumpria a Escritura que diz:
Ass.: “Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”.
Narrador 1: Assim procederam os soldados. 25Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe:
Pres.: “Mulher, este é o teu filho”.
Narrador 1: 27Depois disse ao discípulo:
Pres.: “Esta é a tua mãe”.
Narrador 1: Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. 28Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse:
Pres.: “Tenho sede”.
Narrador 1: 29Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30Ele tomou o vinagre e disse:
Pres.: “Tudo está consumado”.
Narrador 1: E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.
Narrador 2: 31Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. 32Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. 33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.
Ass.: 35Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro;
Narrador 2: e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. 36Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz:
Ass.: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”.
Narrador 2: 37E outra Escritura ainda diz:
Ass.: “Olharão para aquele que transpassaram”.
Narrador 1: 38Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus — mas às escondidas, por medo dos judeus —, pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. 39Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Trouxe uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. 40Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar.
Narrador 2: 41No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 42Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
ADORAÇÃO A CRUZ –
Com.: A Cruz é o sinal do amor universal de Deus, símbolo do nosso resgate. Nela nós adoramos Jesus Cristo, Aquele que é a salvação do mundo. Hoje entendemos que a Cruz é também o maior símbolo do amor extremado de Cristo por nós. Para contemplar a Cruz de Cristo como local e símbolo da oferta de vida cujo amor foi ao extremo, o modo mais prático de valorizar é colocando o amor no centro de nossas vidas e transformando a própria vida numa oferta agradável ao Pai. Este é o grande desafio da vida cristã. Num mundo competitivo e voltado para o ter, a Cruz de Cristo nos desafia a respeitar a dignidade do homem, pela fraternidade e solidariedade.
Com.: Neste momento podemos nos aproximar para o beijo da Cruz.
Com respeito e devoção, todos se aproximam e beijam a cruz.  Cada irmão vai até a Cruz, ajoelha-se diante dela, faz sua oração e  a beija, pode deixar uma seleção de músicas a tocar.
PRECES ESPONTÂNEAS ou ORAÇÃO DA CF
Oração da CF 2015 - Tema: “Fraternidade: Igreja e Sociedade”. Lema: “Eu vim para servir” (cf. Mc 10,45)
Ó Pai, Alegria e esperança de vosso povo, vós conduzis a Igreja, servidora da vida, nos caminhos da história. A exemplo de Jesus Cristo e ouvindo sua palavra que chama à conversão, seja vossa igreja testemunha viva de
fraternidade e de liberdade, de justiça e de paz. Enviai o vosso Espírito da verdade para que a sociedade se abra à aurora de um mundo justo e solidário, sinal do Reino que há de vir. Por Cristo Senhor nosso. Amém!

Fonte:
PAI NOSSO
ORAÇÃO
Olha, ó Deus, com amor de mãe, esta tua família, pela qual nosso Senhor Jesus Cristo livremente se entregou às mãos dos inimigos e sofreu a tortura da cruz. Piedade, Senhor, nós te pedimos. Por Jesus Cristo, Jesus, nosso Senhor. Amém!
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!




 SÁBADO SANTO

1° passopreparar o ambiente. Usar: um cartaz (branco), um lençol (branco) (só se quiser), uma vela maior, velas menores (de preferência aquelas fininhas pequenas, quantidade: depende do número de jufristas que você imagina que vá ao encontro), uma bíblia, uma pequena bacia com água, um pão em um prato (pequeno).
Montar: Ambiente um pouco escuro, cadeiras posicionadas, coloque o cartaz em um local visível com a frase "Deus é o princípio e o fim de tudo”. Forre o lençol no chão e em cima coloque a vela maior no centro, no meio de tudo, ao lado a bíblia, a bacia com água e o pão. (use a criatividade Ok! Faça a sua mística).
2° passo: Motivação(AE): Nós cristãos celebramos neste sábado Santo a espera da Ressurreição de Jesus Cristo e aguardamos com tanta expectativa que já a celebramos, alegrando-nos com a Vitória da Vida sobre a Morte, iniciemos nosso encontro em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém!
3° passo: Explicação dos símbolos:
No Sábado Santo, com a chegada da noite, entramos no coração das celebrações da Semana Santa! É a hora da Grande Vigília, a Vigília Pascal, que Santo Agostinho chamava a Mãe de todas as Vigílias!
A Liturgia da Vigília Pascal, riquíssima, divide-se em quatro partes:
- A Liturgia da Luz: É o dia em que se acende o Círio Pascal, uma grande vela e a Benção do Fogo, que simbolizam o Cristo morto e ressuscitado; O Círio simboliza a luz de Cristo, que ilumina o mundo. Na vela, estão gravadas as letras gregas Alfa e Ômega, que querem dizer "Deus é o princípio e o fim de tudo” (assim vocês mostrem a vela maior).
- Liturgia da Palavra: com cinco leituras de trechos do Antigo Testamento, intercalados de salmos e orações, através dos quais a Igreja medita sobre os atos poderosos de Deus na história da salvação da humanidade; Nela a Igreja confiada na Palavra e na promessa do Senhor, media as maravilhas que desde o início Deus realizou com seu povo. (por isso a bíblia).
- Liturgia Batismal: recorda-se que, desde os primeiros séculos da Igreja, o Batismo esteve sempre intimamente ligado à Páscoa. Os catecúmenos recebem sacramentalmente as graças da Morte e da Ressurreição de Cristo, quando toda a Igreja celebra o memorial desses atos redentores. E é naturalmente a melhor das ocasiões para toda a congregação cristã renovar os seus próprios votos batismais; São chamados de catecúmenos, os que são apresentados ao povo por seus padrinhos: se são crianças serão levadas por seus pais e padrinhos. (Assim explica-se a bacia com água: o batismo). 
- Liturgia Eucarística: Ao se aproximar o dia da Ressurreição, a Igreja é convidada a participar do banquete eucarístico, que por sua Morte e Ressurreição, o Senhor preparou para seu povo. Somos sacramentalmente  reunidos a Cristo vivo e ressuscitado, fazendo nossa a Páscoa do Senhor. É o clímax natural da Liturgia Pascal. (O pão simbolizando).
·         Ir em procissão, cantando o mantra -Indo e vindo, trevas e luz, tudo é graça, Deus nos conduz- para o local onde o ofício acontecerá. Caso o ofício seja feito assim que acabar a formação.
OFÍCIO SÁBADO SANTO

1. CHEGADA - silêncio - ajoelhados(as)
2. ABERTURA
- Ó Deus Santo e forte, imortal Senhor (bis)
Tem compaixão de nós pelo teu amor! (bis)
- Dize, ó sentinela, como a noite está? (bis)
Em meio à noite o sol resplandecerá! (bis)
- Hoje vão saber que o Senhor virá, (bis)
Orando e vigiando, vamos esperar... (bis)

3. RECORDAÇÃO DO SÁBADO SANTO
Sei que meu Defensor está vivo e no fim ele se levantará sobre a terra. Depois do meu despertar, ele me colocará junto dele, e em minha carne verei a Deus. Aquele que verei estará comigo (Cf Jó 19,23-27).

HINO: Música - Faz escuro mais eu canto.

Faz escuro, mas eu canto,
porque a manhã vai chegar.
Vem ver comigo, companheiro, vai ser lindo,
a cor do mundo mudar.
Vale a pena não dormir para esperar
a cor do mundo mudar.
Já é madrugada,
vem o sol, quero alegria,
que é para esquecer o que eu sofria.
Quem sofre fica acordado
defendendo o coração.
Vamos juntos, multidão,
trabalhar pela alegria,
amanhã é um novo dia.



4. SALMO 43(42) – (cantado)

AE: "Eu, a luz, vim ao mundo para que aquele que crê em mim não permaneça nas trevas" (João 12,46).

Peçamos que o Senhor nos guie com a sua luz e nos sustente com a sua força, para que, em meio às dificuldades da vida, coloquemos nele a nossa esperança.

 A minh'alma tem sede de Deus,
 pelo Deus vivo anseia com ardor:
 quando irei ao encontro de Deus
 e verei tua face, Senhor?...

1. Vem julgar-me, Senhor, minha causa defende.
 É cruel, é perversa e bem falsa essa gente.
 És ó Deus, meu abrigo, por que me repeles?
 O inimigo me oprime, a minh'alma esmorece.

2. A tua luz e verdade me sirvam de guia
 pra montanha onde moras, meu Deus, que alegria!
 Ao altar de meu Deus tão contente eu irei,
 com prazer ao violão meu louvor cantarei.

3. Por que estás abatida e confusa, ó minh'alma?
 Canta esta esperança: "Meu Deus, tu me salvas".
 Glória ao Pai, pelo Filho, no Espírito Santo,
 Mãe que escuta o lamento e me enxuga este pranto.

5. LEITURA BÍBLICA
1Pedro 1,18-21:
Irmãos e irmãs, vocês sabem que não foi com coisas perecíveis, isto é, com prata nem ouro, que vocês foram resgatados da vida inútil que herdaram dos seus antepassados. Vocês foram resgatados pelo precioso sangue de Cristo, como o de um cordeiro sem defeito e sem mancha. Ele era conhecido antes da criação do mundo, mas foi manifestado no fim dos tempos por causa de vocês. Por meio dele é que vocês acreditam em Deus, que o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória, de modo que a fé e esperança de vocês estão em Deus.

6. MEDITAÇÃO – silenciosa
*Você entrega as velas menores a todos, você incentiva a acenderem a vela na vela maior, um por um, com calma, em silêncio, cantando e indo pros seus lugares (continuam de pé). Cantando a música “Deixa a Luz do céu entrar” (a música fica a escolha de vocês, pode ser também “Ó Luz do Senhor”).
9. PRECES -
*Podemos fazer preces espontâneas, onde cada um se sente livre em pedir algo a Deus naquele momento (seria legal aproveitar a CF). Mais você começa sugerindo algumas preces e incentivando os demais irmãos.
Rezemos ou Cantemos: Pai Nosso e Ave Maria.
Oração
Ó Deus, nosso Pai, a nós que nos preparamos para celebrar o memorial da ressurreição do Cristo, no fervor da espera, dá-nos a graça de ressuscitar com ele na glória. Te pedimos por Cristo, nosso Senhor. Amém!
PAZ E BEM!
(lembrar-se de incentivar todos a participarem da Vigília, logo mais).




DOMINGO DA RESSURREIÇÃO

Ambiente: Bíblia, velas, imagem de Jesus Ressussitado ou cruz de São Damião.
FORMAÇÃO - TEMPO PASCAL
"Este é o dia que o Senhor fez. Alegremo-nos e nele fiquemos felizes" (Sl 118).
Esta ação libertadora do Senhor acontece cada dia do ano e em toda nossa vida. Mas nós a celebramos com mais intensidade no tempo pascal. É como que um grande domingo. Dura cinquenta dias, do domingo da ressurreição ao domingo de pentecostes.
É bom que o cantemos no meio das lutas da caminhada. Aleluia é um louvor pela força do Senhor presente em nossa fraqueza e é profecia da nossa vitória.
A primeira semana da páscoa (oitava) é mais festiva. Nela contemplamos o testemunho que os discípulos deram da ressurreição do Senhor. Por todo o tempo pascal, o Círio (grande vela) abençoado na vigília da madrugada do domingo, é uma imagem da luz do ressuscitado no meio de nós.

Música: Amanheceu - Jorge Vercilo

Amanheceu
como num segundo
Amanheceu
apesar de tudo
Amanheceu
um raio no escuro
Amanheceu
simples e absurdo
Amanheceu
uma nova era
Amanheceu
renasceu da guerra
Amanheceu
um planeta mudo
Amanheceu
Era o fim da estrada
Era o fim do mundo ali
mas o sol brilhava
inacreditável em si
Não se imaginava
foi o fim de tudo, eu vi
mas o sol teimava
em raiar e resistir
E no mesmo dia
em que a "profecia do fim"
se revelaria,
eu te conheci assim...


OFÍCIO DA RESSURREIÇÃO

1. CHEGADA - silêncio - oração pessoal
2. ABERTURA
Estes lábios meus, vem abrir, Senhor, (bis)
Cante esta minha boca, hoje o teu louvor! (bis)
- Eis que um santo dia, para nós brilhou, (bis)
Nele o Senhor agiu, sem fim seu amor! (bis)
- Disse às mulheres o anjo de Deus, (bis)
Cristo ressuscitou: alegrem-se os seus! (bis)
- Céus e terra cantem: nova criação! (bis)
Da morte veio a vida, é ressurreição! (bis)
- Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito, (bis)
Glória à Trindade santa, glória ao Deus bendito. (bis)
- Aleluia irmãs, aleluia irmãos! (bis)
Cristo é nossa Páscoa, a Deus louvação! (bis)
Outra abertura
V. Aleluia! O Senhor ressuscitou, aleluia! Ele vive com a gente,
Aleluia, aleluia!
V. Aleluia! O Senhor ressuscitou, aleluia! Ele vive com a gente,
Aleluia, aleluia!
V. Aleluia! Eis a pedra removida, aleluia! O sepulcro está vazio!
Aleluia, aleluia!
Aleluia!A quem procuras, ó Maria? Aleluia!O teu Senhor não está morto!
Aleluia, aleluia!
V. Aleluia! O Senhor ressuscitou, aleluia! Ele vive com a gente,
Aleluia, aleluia!
3. SAUDAÇÃO PASCAL
Os irmãos e irmãs se cumprimentem e dizem uns aos outros: O Senhor ressuscitou realmente, aleluia!

4. HINO – Sequência Pascal

1. Cantai, cristãos, afinal:
"Salve, ó vítima pascal!"
Cordeiro inocente, o Cristo
Abriu-nos do Pai o aprisco.
2. Por toda ovelha imolado,
Do mundo lava o pecado.
Duelam forte e mais forte:
É a vida que vence a morte.
3. O Rei da vida, cativo,
Foi morto, mas reina vivo!
Responde, pois, ó Maria:
No caminho o que havia?
4. "Vi Cristo ressuscitado,
O túmulo abandonado,
Os anjos da cor do sol,
Dobrado ao chão o lençol.
5. O Cristo que leva aos céus,
Caminha à frente dos seus!"
Ressuscitou, de verdade,
Ó Cristo rei, piedade!


5. SALMO 118(117)
"O Cristo é a pedra rejeitada, e que se tornou a pedra angular"
Como na antiga festa das tendas, relembrando um cântico de procissão ao templo, demos graças ao Senhor pelas vitórias que ele dá ao seu povo, e pela esperança renovada de nossa libertação total e definitiva.


Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia!
1. Rendei graças ao Senhor,
que seu amor é sem fim!
Diga o povo de Israel:
que seu amor é sem fim!
Digam já seus sacerdotes:
que seu amor é sem fim!
Digam todos que o temem:
que seu amor é sem fim!
2. Invoquei-o na aflição:
eis que o Senhor me ouviu!
O Senhor está comigo:
eis que o Senhor me ouviu!
Vencerei meus inimigos,
eis que o Senhor me ouviu!
É melhor confiar nele,
eis que o Senhor me ouviu!
3. As nações me rodearam,
mas no Senhor eu venci!
Todos já me encurralaram,
mas no Senhor eu venci!
Como abelhas me atacaram,
mas no Senhor eu venci!
Como fogo no espinheiro,
mas no Senhor eu venci!
4. Empurraram, não caí,
pois o Senhor me salvou!
Nele está a minha força,
pois o Senhor me salvou!
Alegraram-se os justos,
pois o Senhor me salvou!
Sua mão fez grandes coisas,
pois o Senhor me salvou!
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5. Viverei, não morrerei,
pra seu amor proclamar!
Castigou-me, mas livrou-me,
pra seu amor proclamar!
Do triunfo abri-me as portas,
pra seu amor proclamar!
E entrarão os vencedores,
pra seu amor proclamar!
6. Fui ouvido e agradeço,
pois o Senhor me escolheu!
Vede só que maravilha,
pois o Senhor me escolheu!
De uma pedra rejeitada,
pois o Senhor me escolheu!
Fez a pedra angular,
pois o Senhor me escolheu!
7. Eis o dia do Senhor,
alegres nele exultemos!
Eis o dia em que ele agiu,
alegres nele exultemos!
Eis o dia que ele fez,
alegres nele exultemos!
Vem salvar-nos, ó Senhor,
alegres nele exultemos!
8. Sim, bendito o que vem,
nós todos vos bendizemos!
Vem em nome do Senhor,
nós todos vos bendizemos!
O Senhor, sim, que é Deus,
nós todos vos bendizemos!
O Senhor nos ilumina,
nós todos vos bendizemos!
9. Caminhai em procissão,
agradecei ao Senhor!
Agitando vossos ramos,
agradecei ao Senhor!
Ide até junto do altar,
agradecei ao Senhor!
És meu Deus, eu te agradeço,
agradecei ao Senhor!
10. Rendei graças ao Senhor,
pois seu amor é sem fim!
Deus é bom, rendei-lhe graças,
pois seu amor é sem fim!


6. EVANGELHO -  (Jo 20,1-9)

7. MEDITAÇÃO- Partilha.

8. CÂNTICO - Celebrai A Cristo, Celebrai
Celebrai a Cristo, Celebrai.
Celebrai a Cristo, Celebrai.
Celebrai a Cristo, Celebrai.
Celebrai a Cristo, Celebrai.
Ressucitou, Ressucitou. Ele vive para sempre.
Ressucitou, Ressucitou. Ele vive para sempre.
E vamos celebrar
Vamos celebrar
Vamos celebrar
Ressucitou o Senhor

9. PRECES
No brilho do sol da justiça, que acaba de ressurgir para nós, bendigamos ao Senhor:
Cristo, nossa páscoa, nós te louvamos!
. Senhor, fizeste de nós um povo de sacerdotes, dá-nos celebrar com alegria o teu louvor.
. Senhor, venceste a morte por tua ressurreição, dá-nos muita força na luta contra toda a maldade deste mundo.
. Cristo, luz que resplandece nas trevas, ilumina a nossa vida e guia-nos em teus caminhos.
. Que São Francisco e Santa Clara sejam nossos exemplos de vida, fé e missão.
Preces espontâneas...
Pai nosso...
Oração
Deus vivo, Deus salvador! Tiraste teu Filho Jesus da morte e deste ao teu povo este dia de festa e de alegria. Que sejamos mergulhados nesta festa de Páscoa, que sejamos ressuscitados com ele e renovados na força do seu Espírito. Por Cristo, Jesus, nosso Senhor. Amém.

10. BÊNÇÃO
O Deus da vida que ressuscitou Jesus dos mortos nos ressuscite deste já para uma vida nova. A ele a glória e o poder, agora e sempre. Amém.


*Após o ofício pode haver algum momento de convivência, comunhão fraterna (almoço, lanche, jantar, troca de cartas, doces, etc. toda a criatividade é bem vinda).

                                                                          Regional NE B1 PE/AL